TAXA DE PAGAMENTOS COM CARTÃO – NADO-MORTOPor Henrique Cardador
BARREIRO

Por Jornal Rostos
Ainda mal o Primeiro-Ministro tinha assinado a tomada de posse, e a contestação já estava instalada nas ruas.
A comunicação social, felizmente, deu voz aos comerciantes e consumidores, acerca da TAXA de pagamentos com cartão, e chegámos todos á conclusão de que não existia qualquer beneficio em aplicar a essa mesma TAXA, pelas mais
diversas razões, quer de mercado quer de regulação do mesmo.
Na política de hoje, falta um degrau importante, que é a MATERIALIZAÇÃO das possíveis acções a tomar, medindo a respectivas consequências.
Ora, se esse degrau existisse, a informação a passar para o Pais, seria; “Existe um directiva Europeia, publicada a 1 de Novembro, que prevê a passagem para os estados membros da decisão de execução da TAXA de pagamentos com cartão, no entanto dado o contexto económico-social o estado português, não vai transpor essa mesma TAXA para a Legislação Nacional” – Não é certamente por acaso, o facto de muitos países da União Europeia assumirem desde logo a não transposição da TAXA para as respectivas Legislações Nacionais.
Dessa forma o governo passaria logo, desde o primeiro minuto, uma imagem de responsabilidade e transparência, não é depois da contestação virem dizer para a comunicação social, que ainda não tiveram tempo para ler e decidir algo sobre o Dossier.
Voltando á MATERIALIZAÇÃO; com esta TAXA posta em pratica os consumidores passariam a andar com mais dinheiro nas suas carteiras, algo que pode ser naturalmente mais perigoso, e relativamente á regulação dos mercados
seria também difícil, uma vez que o pagamento único e exclusivamente em dinheiro, poderia incentivar a fuga ao fisco.
Portanto esta TAXA para alem de agitar a sociedade de forma negativa, não é nada mais nada menos que um NADO-MORTO!
Tudo porque o Executivo não soube gerir a informação.
Henrique Cardador
(militante do CDS-PP e candidato a Sto. António nas últimas Autarquicas).














