Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Vereador Independente da Câmara Municipal do BarreiroPrimeiro o Barreiro!
Por Nuno Santa Clara Gomes

. Estou empenhado em manter-me no pelouro a menos que me sejam retiradas condições para trabalhar

. Razões foram expostas num documento apresentado à CPC que não serei o primeiro a divulgar

Não correu de feição o acto eleitoral. Reconheci-me publicamente como perdedor, fiz como me pareceu correcto a minha autocrítica, e preparei-me para o que me parecia ser a conclusão lógica do processo: continuar, na vereação, a pugnar pelo ideal da área política na qual me considero inserido, mostrar trabalho, dar visibilidade à oposição.
Com alguma surpresa minha, não parecia consensual essa posição nas altas esferas do PS do Barreiro. Em compensação, entre os militantes de base (e não só) a posição que defendi era partilhada por muita gente.

3 min de leitura
Vereador Independente da Câmara Municipal do Barreiro Primeiro o Barreiro! Por Nuno Santa Clara Gomes

Por Jornal Rostos

Foi sob esta palavra de ordem que me candidatei à Câmara do Barreiro. Foi com este ideal que me movimentei durante a campanha eleitoral. Foi com esta intenção que, quando por diversas vezes me foi perguntado o que faria se fosse derrotado, respondi sempre que continuaria ao serviço do Barreiro.
Não correu de feição o acto eleitoral. Reconheci-me publicamente como perdedor, fiz como me pareceu correcto a minha autocrítica, e preparei-me para o que me parecia ser a conclusão lógica do processo: continuar, na vereação, a pugnar pelo ideal da área política na qual me considero inserido, mostrar trabalho, dar visibilidade à oposição.
Com alguma surpresa minha, não parecia consensual essa posição nas altas esferas do PS do Barreiro. Em compensação, entre os militantes de base (e não só) a posição que defendi era partilhada por muita gente.
Nos debates feitos no seio da Comissão Política Concelhia a questão foi-se arrastando até às vésperas da tomada de posse dos vereadores. E aí não me restavam dúvidas: ou aceitava um pelouro, ou estava fora de causa a aceitação de pelouros.

Daí a minha decisão, difícil de tomar, mas que assumo com todas as consequências, como é meu hábito. Aliás, essas razões foram expostas num documento apresentado à CPC, que não serei o primeiro a divulgar, já que se trata de um documento interno.
Continuo a receber ofertas de apoio, e estou empenhado em manter-me no pelouro, a menos que me sejam retiradas condições para trabalhar.
Ainda mais umas linhas: julgava eu que alguma terminologia empregue na conferência de imprensa estava já definitivamente banida do nosso léxico político.
Claro que pode tratar-se de figuras de retórica, como, por exemplo, quando se diz que o turismo é a prostituição dos povos. Mas seria este o caso?
A não ser, há uma fixação em “prostituição” e “perversão” que me parecem descabidas, já que, no Barreiro como em qualquer outro lugar, seria triste que alguém singrasse na carreira política por essas vias.

Nuno Santa Clara Gomes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção