Vereador Independente da Câmara Municipal do BarreiroPrimeiro o Barreiro!
Por Nuno Santa Clara Gomes
. Razões foram expostas num documento apresentado à CPC que não serei o primeiro a divulgar
Não correu de feição o acto eleitoral. Reconheci-me publicamente como perdedor, fiz como me pareceu correcto a minha autocrítica, e preparei-me para o que me parecia ser a conclusão lógica do processo: continuar, na vereação, a pugnar pelo ideal da área política na qual me considero inserido, mostrar trabalho, dar visibilidade à oposição.
Com alguma surpresa minha, não parecia consensual essa posição nas altas esferas do PS do Barreiro. Em compensação, entre os militantes de base (e não só) a posição que defendi era partilhada por muita gente.

Por Jornal Rostos
Foi sob esta palavra de ordem que me candidatei à Câmara do Barreiro. Foi com este ideal que me movimentei durante a campanha eleitoral. Foi com esta intenção que, quando por diversas vezes me foi perguntado o que faria se fosse derrotado, respondi sempre que continuaria ao serviço do Barreiro.
Não correu de feição o acto eleitoral. Reconheci-me publicamente como perdedor, fiz como me pareceu correcto a minha autocrítica, e preparei-me para o que me parecia ser a conclusão lógica do processo: continuar, na vereação, a pugnar pelo ideal da área política na qual me considero inserido, mostrar trabalho, dar visibilidade à oposição.
Com alguma surpresa minha, não parecia consensual essa posição nas altas esferas do PS do Barreiro. Em compensação, entre os militantes de base (e não só) a posição que defendi era partilhada por muita gente.
Nos debates feitos no seio da Comissão Política Concelhia a questão foi-se arrastando até às vésperas da tomada de posse dos vereadores. E aí não me restavam dúvidas: ou aceitava um pelouro, ou estava fora de causa a aceitação de pelouros.
Daí a minha decisão, difícil de tomar, mas que assumo com todas as consequências, como é meu hábito. Aliás, essas razões foram expostas num documento apresentado à CPC, que não serei o primeiro a divulgar, já que se trata de um documento interno.
Continuo a receber ofertas de apoio, e estou empenhado em manter-me no pelouro, a menos que me sejam retiradas condições para trabalhar.
Ainda mais umas linhas: julgava eu que alguma terminologia empregue na conferência de imprensa estava já definitivamente banida do nosso léxico político.
Claro que pode tratar-se de figuras de retórica, como, por exemplo, quando se diz que o turismo é a prostituição dos povos. Mas seria este o caso?
A não ser, há uma fixação em “prostituição” e “perversão” que me parecem descabidas, já que, no Barreiro como em qualquer outro lugar, seria triste que alguém singrasse na carreira política por essas vias.
Nuno Santa Clara Gomes














