O Chile – país emergentePor Henrique Silva

Por Jornal Rostos
Escolho o Chile, como conversa, devido a que é um país que admiro, com o qual tenho relaçoes e onde no domingo passado, se celebraram eleiçoes Presidenciais.
Cinquenta anos depois do temerário regime de Pinochet, a Direita volta ao poder.
A Coligaçao de Esquerda nao ganhou, porque nao escolheu o melhor candidato e porque a Constituiçao Chilena, nao permite a reeleiçao consecutiva. Afinal, os programas de ambas Coligaçoes de Esquerda como de Direita, eram muito centrados; os chilenos simplesmente optaram pela mudança.
Vinte anos de Esquerda no Poder, levaram à saturaçao e a inércias evidentes, face a um presente e futuro que exigem muita dinâmica.
O Chile, sem ser um modelo perfeito e longe disso, é o melhorzinho que há, na América latina. Sociabiliza-se como em qualquer país europeu, com uma capital de seis milhoes de habitantes bem estructurada e viva, como o é Santiago do Chile.
O Governo da senhora Bachelet, uma Coligaçao archi-heterógena de Esquerda, entregou as suas contas bastante bem acertadas, no que diz respeito à Balança Comercial, Balança de Pagamentos, PBI, IDH, Défice Público muito baixo. Por outro lado, nestes vinte anos, a Esquerda deu ao Chile, um perfil de poderoso país multi-exportador; um Poder interventor, mas afinal muito liberal; soube encarar a crise Financeira internacional, de forma bastante bem ( Desemprego 9% ).
Nao conseguiu porém, apresentar tao bons resultados, em relaçao a aspectos sociais de muito peso, como sao as Desigualdades Sociais, a Saúde ( listas de espera intermináveis), as Reformas, a Educaçao e a Habitaçao.
O candidato de Direita moderada, multimilionário, Sebastán Piñera, representante típico da Nomenklatura nacional, por outro lado, reconheceu o bom trabalho do Governo Bachelet, aproveitou-se das suas fraquezas, para formular as promessas do seu programa eleitoral e ganhar na segunda volta ( 51, 68 % ).
Para concluir, há dois aspectos interessantes a observar. Primeiro a dignidade de um povo honesto e trabalhador, que sabe o que é a democracia e depois, a forma como se efectuaram essas eleiçoes, sob o culto do respeito democrático e pessoal, exemplares.
Henrique Silva














