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Quotidianos

Foi óptimo um Inverno chuvoso para testar a eficiência do sistema que acabou com cheias na cidade MontijoPor José Bastos

Os técnicos continuaram as construções a Norte sem se preocuparem com as águas das chuvas que vêm todas para a zona baixa da cidade.

É minha convicção que os técnicos não sabiam que nenhuma água entrava no rio nos períodos de maré cheia e que nessa altura os esgotos estavam cheios de água salgada.

Foi assunto muito debatido no Partido Socialista de Montijo para se conseguir uma solução para acabar com as cheias que cada vez eram maiores. E mais uma vez ficou provado que quando existe vontade política as coisas acontecem

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Foi óptimo um Inverno chuvoso para testar a eficiência do sistema que acabou com cheias na cidade Montijo Por José Bastos

Por Jornal Rostos

A minha família era de origem rural, mas viveu sempre no Bairro dos Pescadores. Os meus avós paternos viviam numa habitação com frente para a rua Dr. Manuel da Cruz Júnior e com serventia pelas traseiras mesmo junto ao esteiro dos primos. Os meus avós maternos eram proprietários de uma habitação num pátio da Rua Dr. Manuel da Cruz júnior, habitação que ficou por herança à minha mãe, onde eu nasci, cresci e vivi até me casar.

Neste caso das cheias, faço sempre referência às minhas origens, para as pessoas perceberem que eu sei do que estou a falar, quando falo sobre as cheias no Bairro dos Pescadores, que nunca me lembro de não existirem.

Quando chovia ,com maré cheia, ( três horas de enchente e três de vazante) a inundação daquela zona era inevitável. Não era perigoso para a vida das pessoas, mas era muito incómodo, dava muito trabalho na limpeza das casas e por vezes existiam também prejuízos materiais.
Os técnicos continuaram as construções a Norte sem se preocuparem com as águas das chuvas que vêm todas para a zona baixa da cidade.

É minha convicção que os técnicos não sabiam que nenhuma água entrava no rio nos períodos de maré cheia e que nessa altura os esgotos estavam cheios de água salgada.

Foi assunto muito debatido no Partido Socialista de Montijo para se conseguir uma solução para acabar com as cheias que cada vez eram maiores. E mais uma vez ficou provado que quando existe vontade política as coisas acontecem

A Câmara de Montijo reconstruiu o moinho de maré do cais e dois viveiros junto ao esteiro da quebrada e fez uma grande obra para melhorar a qualidade de vida e embelezar toda a zona do cais.

Estas duas grandes obras têm duas caldeiras, com grande capacidade para armazenar água do rio que são utilizadas para limpar o rio, mas que servem também como bacias de retenção, das águas das chuvas, da zona baixa da cidade, incluindo o Bairro dos Pescadores.

Quando os serviços metreológicos apontam para grandes chuvadas as caldeiras serão postas em seco e receberão as águas das chuvas, para mais tarde, em baixa-mar serem lançadas no rio É um processo simples, mas não foi fácil chegar lá

Este Inverno tem sido muito chuvoso, o que foi óptimo para testar o sistema. Apesar das grandes chuvadas não houve cheias e já não existe o problema da maré cheia que era sempre uma aflição quando chovia muito.

José Bastos

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