O Haiti, HojePor Henrique Silva
Oxalá, de forma ordenada e inteligente, se reconstruia e se invista aquilo que corresponde às carências e expectativas de um país com dez milhoes de habitantes.

Por Jornal Rostos
O Haiti, corresponde mais ou menos à superfície do Alentejo, e tem a mesma populaçao de Portugal continental. A Iha La Española, está composta portanto pelo Haiti a oeste e a República Dominicana na sua parte oriental, também com onze milhoes de habitantes.
O Haiti, é de longe, a parte mais desfavorecida dessa famosa ilha, onde as colonizaçoes do século XVIII e mesmo antes, nao foram nada dignificantes para ninguém. E menos para os Haitianos, afinal um povo escravizado desde sempre.
O resultado está à vista. O PIB atinge uns 1. 300 dls. ( ano per cápita ) contra 23. 000 dls em Portugal.
Um país, que tem vivido dramas de todo tipo, onde a pobreza extrema ( 86 % ) leva as pessoas a refugiar-se na desesperança total, e no Vudú, esa mezcla de catolicismo e animismo africano, que é a forma deles de sobrevivir pelos espiritos, a tanta infelicidade e abandono.
Este ultimo sismo, teve consequências demolidoras completas. Oxalá, por fim, os países que ocorreram a socorrer e nao só, venham a criar, com a coordinaçao da ONU, do BM e do FMI, um fundo financeiro e um Protectorado administrador, sério, para ajudar o Haiti, a levantar das cinzas, um país que podería viver mil vezes melhor e que tem pessoas como as de outros países, nem mais nem menos, que sómente necessitam ser tomadas em conta, educadas, formadas e ensinadas no bom sentido da vida digna, justa e feliz.
O Haiti, è um país com muitos recursos ainda disponíveis entre eles, o turismo tropical, a reflorestaçao, a produçcao de productos tropicais, a energía solar, e muitas mais coisas.
Oxalá, de forma ordenada e inteligente, se reconstruia e se invista aquilo que corresponde às carências e expectativas de um país com dez milhoes de habitantes.
O Haiti, de certeza que o merece! Merece pelo menos tanto como o seu país vizinho, a República Dominicana, que segue com as suas carências conscientes de sempre, digamos que sobretudo, carências idiosincrácicas, mas que é favorecido pelas concessoes turísticas entretanto levadas a cabo há trinta anos, que têm aliviado bastante, os seus problemas económicos. Em ambos casos, nao duvidemos, só um capitalismo sério, honesto, humano, nesta parte do planeta como em outras, poderá demistificar “etiquetas”, e assegurar por fim, o bem tangível, verdadeiro e essencial, que poderá fazer retroceder a violência daquilo que vivemos, aqui e ali, no nosso dia-adia.
Henrique Silva.














