Margem Esquerda do Tejo, aqui as pessoas conhecem-se.Por José Assis
SEIXAL

Por Jornal Rostos
Deste lado do rio Tejo há gente que cultiva e sabe o que é o trabalho e quer a prosperidade.
Inscritos no programa do XVIII Governo, os princípios do investimento público como uma das alavancas da economia e a regionalização como uma forma de organização politica a concretizar, não me restam dúvidas que a execução governativa do PS, nesses termos, levará ao desenvolvimento, não só centrado nas grandes metrópoles mas alargado a todo o território nacional, honrando, assim, a coesão e solidariedade nacionais. Envolvendo a margem esquerda do Tejo como um dos pilares para esse novo ciclo.
Os investimentos previstos, com o seu volume e pertinência reconhecidos, são essenciais para a equidade e justiça que um povo ( residente nesta banda do rio) de trabalho, cuja história está intimamente ligada a fluxos migratórios com origens fora de Lisboa, e a um registo de resistência ao Estado Novo, que conferiu uma cultura democrática, merece. Já em democracia foi o PS que teve uma visão de desenvolvimento, mesmo nos anos mais difíceis como os anos 80, onde foi preciso coragem para ultrapassar a crise. Hoje, a Margem Sul é vista como um espaço de futuro. Projectos como o Arco Ribeirinho Sul, o Aeroporto Internacional de Lisboa em Alcochete, a Terceira Travessia do Tejo, o prolongamento do Metro Sul Tejo ou a IC32, em conjunto com os equipamentos sociais que estão em curso em toda a Península de Setúbal - jardins de infância; escolas, lares, creches- e os programas de formação como as Novas Oportunidades, que transitam do anterior Governo, e que dão continuidade a um olhar virado para esta margem, devem continuar. Tenho orgulho em, como autarca eleito nas listas do PS, entre 2001/2009, ter participado e dado o meu contributo relativamente a equipamentos como o hospital do Seixal/Sesimbra ou mesmo o Arco Ribeirinho Sul.
Contudo, não forçosamente por causa da falta da regionalização mas serve o exemplo para reflectir, o Poder Local dominante na Margem Sul, comunista na sua maioria, não tem dado uma resposta à altura dos desafios, na medida em que não perspectiva o desenvolvimento como um processo de normalidade, mas sim, interpreta a descentralização como arma partidarizada contra os governos. Tenho pena. Mas tenho a esperança que o coração que, deste lado do rio, bate à esquerda brevemente terá uma resposta popular positiva também ao nível do poder autárquico, seguindo um dos bons exemplos da Margem Norte.
A regionalização traduz um modo de governança moderno, porque materializa a proximidade, confere legitimidade democrática aos governantes regionais e termina com um modelo politico pouco descentralizado- incluindo o regime apático que regula as grandes áreas metropolitanas- que provoca uma concentração no momento da decisão indesejável.
Vamos todos ganhar com a regionalização.
José Assis Militante na Secção de Amora.














