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Quotidianos

O ensino público no Montijo, Maria Amélia Antunes tem cumprido os ideais republicanosPor José Bastos
MONTIJO

À época ,quando eu fui para a escola, Montijo tinha uma população de cerca de 20.000 habitantes e uma percentagem de jovens muito superior à de hoje (18% da população tinha menos de 9 anos).

Hoje, com o dobro da população, mas com metade dos jovens, cerca de 9%, existem no Montijo, as seguintes escolas do ensino público: 21 salas do ensino pré-escolar, 80 salas do 1º ciclo do ensino básico, 26 salas do 2º ciclo do ensino básico( todas as escolas do ensino básico têm refeitório), 2 escolas secundárias, Jorge Peixinho e Joaquim Serra, 1 escola profissional e 1 escola de ensino especial.

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O ensino público no Montijo, Maria Amélia Antunes tem cumprido os ideais republicanos Por José Bastos MONTIJO

Por Jornal Rostos

Em 1945, quando fui para a escola do ensino primário, existiam no Montijo duas escolas , uma na rua Joaquim de Almeida, onde hoje está instalada a esquadra da Polícia de Segurança Pública e a outra na Avenida dos Pescadores (escola Conde Ferreira). A primeira tinha cinco salas de aula e a segunda duas. Na escola Conde Ferreira o recreio era na rua.

As alunas e os alunos estavam separados. Quatro salas de aula para os alunos e três para as alunas.

.Não havia nenhuma escola secundária e quem queria seguir os estudos, para além da quarta classe, tinha que fazer um exame de admissão ao liceu e se fosse admitido tinha que ir estudar para Setúbal.

Os alunos eram preparados para o exame de admissão com explicações dadas em casa pelos seus professores da quarta classe, pagando uma verba mensal.

Com onze anos as meninas e os meninos de Montijo iam de manhã muito cedo para Setúbal e só vinham ao fim da tarde.

Sei de ouvir contar que na primeira república existiu em Aldeia Galega uma escola primária superior onde a minha tia Cesaltina mãe do Fialho Gouveia, tirou o curso de professora. Pela idade da minha tia ,que era a irmã mais nova do meu Pai ,esta escola deve ter funcionado nos anos vinte do século passado.

Sei também que com a instauração da ditadura em 1926, o governo mandou encerrar todas as escolas primárias superiores que existiam no país, por considerar que não eram necessários mais professores.

À época ,quando eu fui para a escola, Montijo tinha uma população de cerca de 20.000 habitantes e uma percentagem de jovens muito superior à de hoje (18% da população tinha menos de 9 anos).

Por aqui se pode analisar a quantidade de analfabetos que existiam e um dos motivos do nosso atraso em relação aos outros países da Europa.

Hoje, com o dobro da população, mas com metade dos jovens, cerca de 9%, existem no Montijo, as seguintes escolas do ensino público:

21 salas do ensino pré-escolar, 80 salas do 1º ciclo do ensino básico, 26 salas do 2º ciclo do ensino básico( todas as escolas do ensino básico têm refeitório), 2 escolas secundárias, Jorge Peixinho e Joaquim Serra, 1 escola profissional e 1 escola de ensino especial.

Está em construção uma nova escola integrada do Areias e Esteval, muito moderna, com 29 salas de aula, para o pré-escolar e ensino básico 1º,2º e 3º ciclos).

A Câmara de Montijo, liderada por Maria Amélia Antunes, desde 1998, teve sempre uma grande preocupação com o ensino, fez da educação uma grande prioridade política e gastou elevados recursos financeiros na recuperação dos edifícios e substituição de equipamentos e mobiliário nas escolas antigas e na construção de novas escolas e refeitórios. Tudo com muita qualidade e de acordo com os ideais republicanos, digno de referência no ano do centenário da implantação da república.

José Bastos

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