A Europa adormeceu?Por José Assis
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Por Jornal Rostos
1. As infelizes declarações do Comissário Europeu Olli Rhen, aliás corrigidas de imediato, demonstram bem a fragilidade das instâncias europeias em matérias tão importantes como o conhecimento das politicas sociais dos Estados Membros. Não se trata de apontar o dedo ao infeliz Comissário, apesar de revelar alguma ignorância, pelo menos geográfica ao confundir Portugal e Espanha como se de um mesmo país se tratasse, mas sim de reflectir sobre a descoordenada e ausente acção comum europeia ( UE e zona euro) em matéria de governação económica e financeira- e eu acrescento comercial- com o particular cuidado requerido em tempo de crise. A moeda europeia enfraqueceu ( preocupação também do Comissário) porque a condução politica na Europa não seguiu os passos avisados e indicados pelo Tratado de Lisboa. Parece que se esgotou na sua ratificação, a eficácia que tem. Não, pelo contrário, foi com a ratificação do Tratado que se iniciou o processo de solidificação da UE ( ou pelo menos deveria ter começado). Contudo, os lideres europeus parecem ter-se esquecido e , porventura atordoados pela pompa da conquista na ratificação, adormeceram de seguida, tristemente. Período de adaptação ao novo modelo institucional, agora com uma direcção bicéfala? Aproveitaram os jogadores da divida soberana para atacar a nossa divida. Mas o que é certo é que o modelo de segurança social português é reconhecido como adequado para fazer face ao embate. Atempadamente foi executada essa reforma, pelo governo anterior.
Não deixa de ser também curioso que são os próprios economistas americanos (Paul Krugman, prémio Nobel da economia no seu blog no New York Times ) a defender que a Europa não pode ser "masoquista" e deve moderar a sua atitude austera. A Europa estará adormecida?
A passagem de José Sócrates pelo Brasil, Venezuela e Marrocos, foi o exemplo claro de que a Europa deve andar à frente da globalização e não se fechar em si mesma. A diplomacia económica é um instrumento que vai continuar e que vai dar os seus frutos. Uma nova diáspora? Não tenhamos receio de a assumir, seria simbolicamente a terceira.
2. Ridley Scott dirigiu a última versão de Robin Hood, interpretada por Russell Crowe e já em exibição. Uma versão diferente da que estamos habituados, menos enfabulada , mas muito interessante . Uma história carregada de realismo, mas com uma carga simbólica evidente, em especial na sua segunda metade .Um filme a ver . Eu já vi e gostei.
José Assis














