MUNICÍPIOS E JUVENTUDEPor JOSÉ CARIA
Montijo

Por Jornal Rostos
Para se ter Política(s) Municipal (ais) de JUVENTUDE existem ,pelo menos ,quatro aspectos fundamentais a ter em conta , a saber,
1. o Conceito,o interesse e as vantagens de Política(as) Municipal(ais) de Juventude ;
2. O processo de formulação da(s) Política(s) Municipal(ais) de Juventude
3. o Conteúdo ;
4. a sua Implementação ;
5. a monitorização ,mensurabilidade e avaliação dessa(s)Política(s)Municipal(ais) de Juventude.
Os JOVENS constituem , simultaneamente, um recurso supremo para o desenvolvimento e são actores-chave para a mudança social,para o desenvolvimento económico,para a inovação tecnológica ;
As suas imaginação,ideais, energias, e visão são essenciais para o desenvolvimento contínuo das comunidades/sociedades onde vivem ; Os problemas que enfrentam,tal como a sua visão e as suas aspirações são componentes essenciais dos desafios e prospectivas de hoje e gerações futuras .
Ter Política(s) Municipal(ais) de Juventude é uma clara demonstração que a juventude é uma prioridade, um compromisso para o seu desenvolvimento, uma perspectiva inclusiva de género, uma visão de futuro, uma moldura para parte da acção política municipal,enfim, um forte sinal municipal da importância, direitos, responsabilidades e papeis dos JOVENS em termos municipais,regionais e nacionais;
A(s)Politica(s)Municipal(ais) de Juventude fortalecem,capacitam e encorajam os Jovens , maximizam a sua Participação
,fornecem linhas de orientação realistas ,calendários, e enquadramento para os orgãos municipais (Câmara(s) ;Assembleia(s)Municipal(ais)) e os DIVERSOS PARCEIROS públicos, cooperativos e privados poderem trabalhar juntos ,enquanto é assegurada melhor coordenação entre as próprias associações/organizações que se originam nos jovens e/ou lhes prestam serviços .
Os individuos jovens representam agentes, beneficiários e vítimas das maiores mudanças sociais que estão a ocorrer e estão confrontados com um paradoxo, a saber, procurar estar integrados numa ordem existente OU constituirem-se em força para transformar essa mesma ordem .
A Juventude constitui um grupo específico no quadro da comunidade concelhia, no quadro das comunidades locais, e da sociedade em geral ; E simultaneamente olhada como grupo vulnerável e como a maior força de Esperança para o futuro das comunidades locais,regionais e do País.
O Processo de formulação de política(s) municipal(ais) de Juventude requer reflexão e planeamento INCLUINDO a definição de juventude apropriada às circunstâncias municipais e regionais , a identificação das necessidades e aspirações e expectativas dos jovens no Concelho e na Região, regulamentação municipal específica, e alocação de recursos e identificação de PARCEIROS nos ORÇAMENTOS ( e P.P.I.(s) ) DE CADA MUNÍCIPIO; Indispensável é o
estabelecimento dum PERFIL (quantitativo/qualitativo) das características sociais, económicas, culturais e políticas de CADA SUBCATEGORIA DA JUVENTUDE, com especial atenção à participação demográfica, política,económica,social e cultural ; educação e formação, emprego,desemprego, e sub-emprego , saúde, uso dos tempos livres,desportos e recreio,comportamentos desviantes,delinquência,atitudes e expectativas.
Os executivos municipais, os orgãos do Município,não podem deixar de estabelecer Projectos,Programas,Medidas e Acções para assegurar a integração EFECTIVA duma política municipal de Juventude no Planeamento de Desenvolvimento Municipal (tendo em conta,obviamente,a Região e o País),bem como a COORDENAÇÃO de todas as actividades correlacionadas, com real participação das Pessoas Jovens e avaliação e reajustamentos (ditados pela praxis).
Indispensável ainda é fomentar e ajudar a implementar redes articuladas de conjuntos de PARCERIAS entre os agentes e actores da e para a Juventude,famílias, orgãos de freguesia, organizações regionais, associações de jovens, instituições educacionais, sociedade civil, o sector do empresariado, meios de comunicação, para se criar, cada vez mais, SINERGIAS que reforcem e melhorem o potencial da Juventude com vista ao enfrentamento dos desafios actuais,problemas, anseios,aspirações e perspectivas de desenvolvimento.
Estamos convictos que vários Municípios estão a melhorar a sua acção no sentido de estabelecer uma visão holística da Juventude CONCELHIA (com todas as sua subcategorias),os objectivos principais (em cada caso),os valores básicos do desenvolvimento dos JOVENS, assim como para IDENTIFICAR MELHOR os maiores GRUPOS-ALVO ,estabelecendo melhoradas medidas orgânicas, administrativas, económicas, financeiras, POLÍTICAS para que cada MUNICÍPIO (também nas Freguesias) tenha o seu PLANO DE DESENVOLVIMENTO PLURIANUAL de Programas da/para a JUVENTUDE
(determinando PRIORIDADES).
Educação, Formação e Emprego requeridos para a passagem da dependência da Infância para a independência adulta ; Saúde,Toxicodependências,Opções de Lazer e Recreio; Cidadania , reforço de poder individual e de subgrupo(e/ou
subcategoria)na Participação (em vários patamares) na construção de tomadas de decisões sociais (e outras) SÃO QUESTÕES INCONTORNÁVEIS para os autarcas que dirigem o(s) Municipio(s),bem como para os Dirigentes autárquicos (direcção e coordenação de unidades orgânicas), QUE QUEREM TER NA JUVENTUDE LOCAL o Presente e, sobretudo, O FUTURO .
A distribuição urbana e rural , a etnicidade,a literacia e níveis de educação, a participação na força de Trabalho,os niveis de Desemprego,os níveis de Rendimentos, afiliação religiosa,estado de Saúde, estruturas familiares, participações em desportos e recreio, Racios de participações criminais, comportamentos desviantes, delinquência, violência doméstica, pobreza, SÃO ESTUDOS IMPRESCINDIVEIS sobre as diversas subcategorias de JUVENTUDE no(s)
Concelho(s) que podem e devem ALICERÇAR cada vez mais o(s) Plano(s) Municipal(ais) da/para a JUVENTUDE !...
Ao Tema voltaremos...
Agosto 2010
JOSÉ CARIA














