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Quotidianos

PS Distrital - A necessidade de mudarPor Manuel Fernandes
Setúbal

O apoio de Luís Gonelha à candidatura de Paulo Lopes abre caminho a um futuro promissor, a uma nova geração de políticos e a uma nova atitude no interior do Partido.
Depois de disputarem a Concelhia de Setúbal no início do ano, o sentido de responsabilidade demonstrado pelos dois socialistas terá de ter continuidade no sentido da coesão interna dando-lhe expressão distrital.
Esta atitude contribui decisivamente para a união do Partido em futuros embates eleitorais e corta de forma significativa com os paradigmas do passado. Deste ponto de vista creio que se deva falar de uma verdadeira viragem na vida interna do Partido Socialista.

É preciso evitar a cristalização do poder na condução da política assente nas suas elites, que há já alguns anos não conseguem evitar o rumo comunista do Distrito de Setúbal.

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PS Distrital - A necessidade de mudar Por Manuel Fernandes Setúbal

Por Jornal Rostos

As "bases para um projecto com futuro" consubstanciam a proposta do camarada Paulo Lopes, ex. Vereador na Câmara Municipal de Setúbal, e actual candidato a Presidente da Distrital do Partido Socialista. São três as razões que me aproximam desta candidatura á Distrital.

Em primeiro lugar, os resultados eleitorais de 2009. Estes penalizam não só o PS mas também a maioria da população do Distrito com a supremacia da CDU. Dos embates eleitorais do ano passado, podemos concluir uma notória quebra de influência social do PS na Região. Isso é visível na surpreendente derrota nas eleições europeias, seguindo-se o trambolhão dado nas eleições legislativas, com a consequente perda de Deputados, e por fim uma pesada derrota nas autárquicas. Parece hoje evidente que foi errada a estratégia eleitoral seguida, assente em iniciativas "palacianas". Estas contaram com a presença de personalidades entrincheiradas numa esfera separada e privilegiada, talhados para o combate político nacional com a direita. O resultado foi o afastamento dos militantes de base e do tradicional eleitorado socialista. A ideia com que ficamos é a de demasiado Distrito para pouco Partido. O elitismo nunca foi a base sociológica do PS, e o confronto político Distrital terá obviamente que ser com a nossa esquerda.

Uma segunda razão prende-se com a essência da candidatura de Paulo Lopes ao apresentar como suporte do seu projecto as bases do Partido. Com um programa virado para uma política de proximidade, principalmente através dos autarcas, pretende-se que o Partido obtenha uma maior presença junto das populações. A participação dos militantes em alguns fóruns, não tem assumido formas sólidas e realizáveis nem materializado com sucesso os objectivos políticos inicialmente propostos. A dimensão do Partido Socialista no contexto regional vê-se sobretudo na valorização das suas bases e na atenção dada às secções periféricas em relação ao centro de decisões.

Por último, o apoio de Luís Gonelha á candidatura de Paulo Lopes abre caminho a um futuro promissor, a uma nova geração de políticos e a uma nova atitude no interior do Partido. Depois de disputarem a Concelhia de Setúbal no início do ano, o sentido de responsabilidade demonstrado pelos dois socialistas terá de ter continuidade no sentido da coesão interna dando-lhe expressão distrital. Esta atitude contribui decisivamente para a união do Partido em futuros embates eleitorais e corta de forma significativa com os paradigmas do passado. Deste ponto de vista creio que se deva falar de uma verdadeira viragem na vida interna do Partido Socialista.

É preciso evitar a cristalização do poder na condução da política assente nas suas elites, que há já alguns anos não conseguem evitar o rumo comunista do Distrito de Setúbal.

Manuel Fernandes
Militante Partido Socialista

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