Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Parabéns ao Jornal “Rostos”Por Florbela Viegas
Barreiro

Poderemos considerar que haverá, daqui a alguns anos, uma diminuição do número de tiragens dos jornais impressos, visto que o jornal on-line começa a ganhar cada vez mais terreno, pois fica mais económico, e as noticias são actualizadas a cada momento, não sendo necessário sair de casa para comprar o jornal. Além disso, já não haverá aquela preocupação ecológica de que um jornal, depois de lido, vai tornar-se num desperdício poluidor do ambiente.

Pessoalmente penso que o jornalismo impresso não desaparecerá. Simplesmente não estará tão actualizado como um on-line.

4 min de leitura
Parabéns ao Jornal “Rostos” Por Florbela Viegas Barreiro

Por Jornal Rostos

Se de uma perspectiva romântica me rendo às evidências seculares, que ditam o meio impresso como uma actividade nobre e destacável do jornalismo, defendo igualitariamente a legitimidade e pertinácia de muitos blogues e suportes multimédia, como aposta de futuro, numa evolução inevitável, rumo à modernidade. É um dado adquirido que as novas tecnologias têm vindo, cada vez mais, a substituir as formas tradicionais de comunicação.
Tem-se constatado que o Jornalismo on-line tem assumido uma posição cada vez mais forte em relação aos outros meios de comunicação e, por esse motivo, acredito que, num futuro muito próximo, o papel será quase banido da vida das pessoas. Penso que será inevitável que tal aconteça, uma vez que o jornalismo virtual tem assumido um lugar que dificilmente lhe será retirado.

Mas não considero totalmente correcta a afirmação/suposição da morte anunciada dos jornais impressos, em prol da "era cibernética" e de soluções castradoras e libertinas, censurando o jornalismo on-line, apesar de reconhecer que é muito mais fácil aceder à internet para ler as noticias e de considerar que se, actualmente, não há um maior número de utilizadores das novas tecnologias, é porque o seu preço ronda valores incomportáveis para uma grande parte da população portuguesa.

Acredito que, com a descida cada vez maior desses valores, o número de utilizadores aumentará e com ele recrudescerá a necessidade de se fazer cada vez mais e melhor, como aconteceu com a imprensa escrita, a qual, nos últimos anos, tem aumentado em número e em qualidade.

O mesmo irá acontecer com os meios virtuais, porque o mundo avança e as pessoas têm necessidade de avançar também, evoluindo no tempo.

Poderemos considerar que haverá, daqui a alguns anos, uma diminuição do número de tiragens dos jornais impressos, visto que o jornal on-line começa a ganhar cada vez mais terreno, pois fica mais económico, e as noticias são actualizadas a cada momento, não sendo necessário sair de casa para comprar o jornal. Além disso, já não haverá aquela preocupação ecológica de que um jornal, depois de lido, vai tornar-se num desperdício poluidor do ambiente.

Pessoalmente penso que o jornalismo impresso não desaparecerá. Simplesmente não estará tão actualizado como um on-line.

Por esse motivo, sou apologista de uma convivência pacífica entre ambos, como tudo na vida, com a multiplicidade de conceitos, com a interacção social, adequando as novas formas de reportar e noticiar, ao sabor dos tempos.

Os jornais on-line e os blogues não vieram ocupar o espaço jornalístico. Complementam-no em rigor de uma maior liberdade de expressão e do sentido do princípio do contraditório.

Curioso é notar que quem compra jornais não prescinde também destas “mordomias” cibernéticas, pela simples razão de uma necessidade premente de estar próximo do Mundo.

Paradoxalmente uma proximidade afastada, já que nos permite conhecer e ver de perto, quando por vezes estamos tão longe e sozinhos, sentados à frente de um PC, tentando “matar saudades”.

É essa proximidade afastada que o “Rostos”, como orgão de comunicação regional, tem proporcionado a todos os seus leitores.

Resumindo e concluindo, o “Rostos on-line” é o meu “fast-food”, que devoro de forma fugidia nos intervalos do almoço, enquanto a versão impressa é aquela boa cozinha tradicional portuguesa, que saboreio calmamente, quando a noite se faz Poema.

Florbela Viegas

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção