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Quotidianos

É meio dia.Por José Assis
Seixal

Com 100 anos de vida, a República tem a força e o vigor, enquanto regime, para continuar irreversivelmente como um processo de conquistas cívicas, politicas e sociais. A sua força regeneradora levará à renovação de opções, dentro do próprio regime , com inovação e renascimento até , sem que isso belisque os valores fundamentais e estruturantes que emergiram da sua implantação. Acredito que essa regeneração é inevitável num tempo de crise global e que a mesma resultará da saída natural que o povo encontrar face ás dificuldades.

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É meio dia. Por José Assis Seixal

Por Jornal Rostos

O Centenário da República mereceu um conjunto vasto de comemorações. Nesse quadro foram inauguradas as novas instalações da Escola Secundária de Amora( ESA) onde fui orgulhosamente aluno, integrando-se a renovação desse equipamento no programa governamental do Parque Escolar. Uma satisfação para quem foi autarca e deu um modesto contributo para esta realização. Neste momento comemorativo, porque é importante ter memória viva, quero recordar um dos Patronos Republicanos do município do Seixal, António Augusto Louro, com raízes em outros concelhos da região , permitindo a história concluir , com toda a propriedade , que a declaração republicana foi proferida a 4 de Outubro de 1910 ( portanto um dia antes do oficial), na margem sul, obra de um conjunto de republicanos, e que nessa sequência se deu a sua implantação. http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/06/14/antonio-augusto-louro-republicano-do-sabugal/. António Augusto Louro, que deixou indelevelmente a sua marca de pedagogo e obreiro, é uma das grandes figuras da I República, hoje período histórico que os anti-republicanos elegeram para invocar como paradigma do que entendem ser um mau regime. É curioso que não invocam o Estado Novo para a defesa das suas teorias.

Com 100 anos de vida, a República tem a força e o vigor, enquanto regime, para continuar irreversivelmente como um processo de conquistas cívicas, politicas e sociais. A sua força regeneradora levará à renovação de opções, dentro do próprio regime , com inovação e renascimento até , sem que isso belisque os valores fundamentais e estruturantes que emergiram da sua implantação. Acredito que essa regeneração é inevitável num tempo de crise global e que a mesma resultará da saída natural que o povo encontrar face ás dificuldades. Não acreditando numa renovação por via de automatismos meramente mecânicos , mas sim, através de processos democráticos , sou dos que confia que esta legislatura tem condições para ir até ao seu final. Depois disso um novo ciclo . Até lá responsabilidade e senso para governar.

É meio dia.

José Assis

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