ESTUÁRIO DO TEJO: UM MAR DE OPORTUNIDADESPor Manuel Fernandes
Barreiro
Não só para mostrar a beleza natural que o nosso Espelho de Água encerra, mas diversificando a oferta, garantindo também o acesso ao património industrial e cultural tão abundante nas vilas e cidades do Arco Ribeirinho.

Por Jornal Rostos
Comunicação ao Seminário Waterfront
08.10.2010
ESTUÁRIO DO TEJO: UM MAR DE OPORTUNIDADES
Há uns anos atrás, os nossos governantes, num processo que, na minha óptica, foi precoce, mal negociado e nunca referendado, fizeram-nos aderir à CE.
Entregaram de bandeja a nossa produção às potências europeias, reduzindo-nos a um país produtor de serviços. País de funcionários de libré, vendendo sol e capilé.
Pois bem, a natureza legou-nos um dos mais belos estuários do mundo. Amado por alfacinhas, camarros e outros cidadãos que com eles partilham esta Baía Mater.
Então se fomos condenados a viver dos serviços, saibamos aproveitar esta prenda da natureza, como vector estratégico de progresso e desenvolvimento aproveitando as suas belezas, os seus recantos, as suas penínsulas, ilhas e baías para mostrar aos turistas que nos visitam.
Desafio assim as Empresas e instituições presentes a organizarem-se e constituírem uma empresa de Turismo Fluvial que assegure percursos atraentes aos nossos turistas. Não só para mostrar a beleza natural que o nosso Espelho de Água encerra, mas diversificando a oferta, garantindo também o acesso ao património industrial e cultural tão abundante nas vilas e cidades do Arco Ribeirinho.
Proporcionando-lhes ainda a fruição da nossa hospitalidade e da nossa cultura. Da nossa gastronomia ribeirinha, da nossa música… do nosso fado.
Esta foi há muito tempo a decisão de cidades com Waterfronts. Amesterdão, Estocolmo, Helsínquia ou Veneza só para citar algumas, fazem-no com competência e óptimos resultados.
Mesmo em Portugal, fazem-no já as cidades de Aveiro, Porto e até o Alqueva.
Lisboa, a cidade das duas margens deve fazê-lo também. E nem precisa de mudar de nome como fizeram os de Buda e Peste ou como já alvitraram os de Porto e Gaia.
Basta espraiar a vista, olhar mais longe e reparar que aqui na Margem Sul há encantos que esperam a oportunidade de ser vistos.
Assim o queiram os responsáveis do poder central e local bem como os operadores turísticos e empresas de transportes fluviais que aqui têm uma óptima oportunidade de potenciarem ou diversificarem as suas actividades.
Manuel Fernandes – JF de Palhais














