Empreender é crescerPor Jorge Miguel Teixeira
Barreiro

Por Jornal Rostos
Ontem, dia 14, pelas 10:30 da manhã, na Biblioteca Municipal do Barreiro, deu-se uma conferência dedicada ao tema do Empreendorismo.
Ora, no contexto que Portugal vive actualmente, não poderia haver tema mais pertinente que não este; tem havido uma dificuldade notável da parte do governo no que toca a compreender quais são os melhores mecanismos de criação de emprego e crescimento num país actual.
Entende-se que a par da evolução da sociedade, esteve sempre a expansão das liberdades individuais, não só como liberdade de expressão, mas também como liberdade de acção. Numa democracia ocidental, isto é, liberal, pertence ao indivíduo o direito de procurar a sua própria felicidade, a partir do momento em que esta não representa um obstáculo ao desenvolvimento da sociedade em geral, isto é, desde que não vá contra a lei. Neste direito está implícito também o direito a criar; de facto, a sociedade evoluiu através dos feitos e criações de indivíduos, e não supostos actos colectivos. Pode-se até indicar uma série de eventos com um espírito mais ´´colectivo´´, mas posso dizer que em qualquer um deles pode-se identificar um líder ou um porta-voz que personifica este mesmo espírito.
Conclui-se, então, que a evolução da sociedade é directamente proporcional à liberdade que os indivíduos têem de criar; mais liberdade implica mais evolução, diga-se, neste caso concreto, crescimento económico.
Partindo da anterior conclusão, poderei dizer que o desenvolvimento económico de um país prende-se à capacidade que a iniciativa indivídual tem de se expressar. Pode-se dizer que uma empresa é uma forma criativa de criar emprego, aliás, cada vez mais acontece isto; como foi dito na conferência já referida, fenómenos como o Google ou o Facebook partiram da iniciativa de 2 ou 3 indivíduos. Bastou um projecto útil e diferente, e em 10 anos entraram na lista das pessoas mais ricas do mundo, e certamente que muitas pessoas foram empregadas à conta disto.
Voltando ao caso Português, o constante menosprezo pela iniciativa individual e a perpetuação de um estado pesado e dispendioso tem necessariamente efeitos na capacidade das pessoas criarem. O problema é bastante simples; voltando atrás, se as pessoas não conseguem criar, a sociedade não evolui. O efeito é óbvio: não há dinheiro, não há crescimento, não há produtividade, simplesmente porque não se quer que haja empreendorismo, enquanto forma de liberdade de acção e criação. O Estado não percebe que não é através dele que há emprego em crescimento. Ao Estado compete apenas ensinar a empregar e a crescer, e disponibilizar as ferramentas para isto.
Resta-me dizer que estes são princípios pelos quais muitos lutaram no passado; sempre foram jovens na sua época, e assim o continuam a ser, através da Juventude Popular em Portugal. Graças à JP, sim, falou-se em Empreendorismo, falou-se em emprego, falou-se de crescimento, falou-se certamente na evolução do País.
Elevar a fasquía.
Jorge Miguel Teixeira
Vice-presidente JP do Barreiro














