EXIGE A TUA VIDA!Por Joaquim Raminhos
Moita

Por Jornal Rostos
Cada dia que passa, os sinais da crise acentuam-se e a brutalidade das medidas anunciadas e apoiadas pelo governo Sócrates e o PSD, vão tomando contornos cada vez mais agressivos para quem trabalha.
Alguns analistas de serviço, vão fazendo coro com os sucessivos relatórios da OCDE, apresentando sempre a mesma perspectiva “salvadora” da crise, persistindo na tecla de que é preciso apertar mais o garrote a quem trabalha, a quem sempre teve os seus impostas em dia, a alguns que vivem do rendimento mínimo, aos do salário mínimo nacional, aos pensionistas e aos mais pobres.
E as medidas “milagrosas”, para resolver a crise aí estão no PEC, retirar direitos e regalias sociais, diminuir os salários e as pensões na Função Pública, aumento do desemprego, atingindo valores nunca vistos, trabalho precário e mais precário, para assim se dar continuidade à aplicação do Código do Trabalho, a que o governo PS tem dado luz verde, completando a obra já iniciada pelo governo anterior, pela mão de Bagão Félix. Lembram-se?
Entretanto assistimos nos últimos dias à “novela” do acordo do governo PS com o PSD, para a aprovação do Orçamento de Estado, que mais uma vez não apresenta nada de novo, a não ser a previsão de mais impostos e mais agravamento nas condições sociais.
Recentemente veio a público na comunicação social que, no ano passado foi transferido para as Ilhas Caimão, 1,6% do PIB, cerca de 2600 Milhões de Euros, para os paraísos fiscais, onde as grandes fortunas vão fugindo aos impostos.
É caso para dizer, não foi para isto que se fez o “25 de Abril” !
Apesar de alguns politólogos nos argumentarem que toda esta situação, não pode estar desligada da conjuntura internacional. É claro que sim, mas também é verdade que tem de haver responsáveis por esta política, e isso começa cá dentro e acaba por essa Europa fora.
O Bloco de Esquerda na Assembleia da República apresentou propostas muito concretas, que contrapõe ao “orçamento de recessão”, apresentado pelo governo, um “orçamento da responsabilidade e do crescimento”, um orçamento que preserve os valores da democracia, que se preocupe com os mais pobres, um orçamento que reduza as despesas inúteis e supérfluas, que rompa com a manutenção de privilégios insustentáveis.
O Bloco de Esquerda apresentou uma alternativa que assenta em quinze propostas concretas, que vão no sentido de basear a consolidação orçamental numa revolução fiscal e em contas exigentes, que vão no sentido de melhorar a distribuição social do rendimento para reduzir a pobreza e proteger o salário, respondendo a problemas estruturais da sociedade portuguesa, com uma política socialistas para uma geração.
Não podemos aceitar esta política como uma fatalidade.
É preciso quebrar o silêncio contra as mentiras e as injustiças desta crise.
Épreciso darmos uma resposta clara, na GREVE GERAL.
É PRECISO DIZER BASTA!
EXIGE A TUA VIDA!
Joaquim Raminhos
(Vereador BE CMMoita)














