CIDADANIA ACTIVA – VOLUNTARIADO PARENTALPor António Amaral
O prazer de ocupar tempo livre com um relacionamento de amizade com outros, em busca de um objectivo comum, proporciona uma grata satisfação nas nossas vidas.
Por Jornal Rostos
Como entender e promover a participação voluntária dos pais no associativismo parental?
Os valores do voluntariado, associados ao altruísmo, fraternidade, solidariedade e generosidade, constituem um dever de consciência e um assumir de obrigação cívica, por parte de quem o pratica.
O prazer de ocupar tempo livre com um relacionamento de amizade com outros, em busca de um objectivo comum, proporciona uma grata satisfação nas nossas vidas.
O individualismo, a competitividade, o efémero, bem o sabemos, dominam na sociedade. Mas muitos são aqueles que encontram motivação para se dedicarem ao voluntariado nas mais diversas áreas.
Educar para a Cidadania
Serão as pessoas diferentes, possuindo umas o dom para a generosidade, enquanto outras se fecham em si próprias, acomodando-se, egoístas?
Os valores da cidadania, da solidariedade, da partilha e da responsabilidade aprendemse na família, como cultura geracional. Mas ninguém nasce educado e esta responsabilidade é de todos. A escola também tem o papel de incentivar estes valores, incluindo estas matérias nos currículos e nos projectos, promovendo iniciativas e
actividades de modo a que as crianças aprendam a viver em sociedade. Há que, também, ter em conta que em Portugal há dois milhões de pessoas a viver com um rendimento inferior à média. Na população adulta 59% tem apenas a antiga
4.ª classe ou menos. É uma situação social confrangedora com reflexos na educação dos filhos e na participação na vida da escola e da sociedade.
É importante educar para os valores humanos, para a compreensão que dependemos todos uns dos outros, que, infelizmente, não nascemos todos iguais.
O que fazer?
Como podemos, então, promover a participação voluntária dos pais no associativismo parental?
Não há soluções milagrosas, mas métodos que podemos tentar pôr em prática. Como fazer?
Em primeiro lugar temos de reflectir sobre nós próprios, ou seja, sobre a nossa associação – quais os objectivos, fins, valores, prioridades, acções. De seguida, definir os objectivos de implementação de um plano que contemple a participação de voluntários.
Na segunda etapa, elabora-se o plano de acção que contemple um ou mais projectos.
Não esquecer planear a operacionalidade do plano. Neste aspecto, a experiência e as potencialidades dos membros da associação devem ser tidas em conta. Na elaboração do plano é fundamental identificar as principais necessidades da comunidade educativa, antes de definir o conteúdo programático – conhecer para agir.
A seguir, com tudo definido, dá-se o terceiro passo: Trabalhar em parceria. Contactar outras organizações que partilhem experiências e conhecimentos, de forma a aplicar o projecto.
Na quarta fase promove-se a divulgação do projecto, com apelo à participação. Pedir
aos pais que façam a si próprios quatro perguntas: 1- O que há em particular que eu queira apoiar e ajudar?
2- Há actividades ou tarefas específicas que eu possa fazer?
3- Que talentos tenho para que possa ser útil?
4- Quanto tempo tenho para oferecer?
A cultura da participação cívica em Portugal ainda é pouca, ao contrário de outros países europeus. Não precisamos de ser todos iguais em disponibilidade e fantásticos na acção. Mas, neste barco, se vestirmos a camisola e remarmos todos para o mesmo lado, chegaremos aos nossos objectivos com mais facilidade.
Estas são apenas algumas reflexões que vos transmito.
Podem continuar o texto e conclui-lo... “à vossa maneira”!
António Amaral
FERSAP
Maio 2010














