Mais de 23Por António José Carvalho Ferreira
Barreiro

Por Jornal Rostos
Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, declarou hoje ao Forum TSF ter recebido o "doutor" (sic) Carlos Silvino que lhe terá pedido que a Ordem designasse um advogado para o representar numa nova fase do Processo Casa Pia agora "remasterizado" com novos condimentos após a sua "confissão" de que todas as declarações incriminatórias que produziu nos últimos oito anos, são, afinal, falsas e por isso deverão produzir nulo efeito. Verifico, com agrado, que talvez por passar a ter tantos tempos livres, Carlos Silvino aproveitou para os ocupar com a sua própria valorização pessoal e, com certeza ao abrigo do Programa "Mais de 23" - espécie de "Novas Oportunidades" para o Ensino Superior, já se terá, pelo menos, licenciado.
Lembrando-me que o anterior Procurador-geral da República, doutor (este, “à antiga portuguesa") Souto Moura (o "gato constipado" na feliz expressão do malogrado Eduardo Prado Coelho) recebeu o "senhor" (parece-me que era para ter sido "engenheiro") Carlos Cruz e até (pasme-se, se alguma coisa na Justiça portuguesa fosse de pasmar) se pronunciou precocemente pela sua não culpabilidade - não deixa de ser extraordinário como os altos dignitários das Justiça que, para o comum dos mortais, se revelam absolutamente inacessíveis porque instalados numa espécie de transcendência divina, se tornaram tão disponíveis para atender e cuidar pessoalmente de, pelo menos, parte dos intervenientes neste caso.
É certo que passadas as Eleições com os resultados esperados e apenas a pequena bronca da disfuncionalidade de algumas das tão decantadas inovações tecnológicas e enquanto não há mais nenhum homicídio escabroso entre os "famosos", Portugal começa a aborrecer-se com tanta "crise", tanta "dívida" e tanto "deficit" e como, à semelhança do Titanic e do Blitzskrieg, "the show must go on", já faltava alguma coisa para quebrar o tédio soturno que ameaçava instalar-se entre um "Jesus" que não dá a outra face e Taças a que já ninguém liga, o melhor que se pode arranjar para "dar gás" a isto é ressuscitar o Processo Casa Pia que ainda talvez dê pano para mangas por mais uns aninhos, em que seguramente continuaremos a não passar de "anões".
António José Carvalho Ferreira














