Quando o sol se põe…Por Ricardo Moniz
Barreiro

Por Jornal Rostos
O centro da cidade do Barreiro, o Parque Catarina Eufémia e zona envolvente são, por excelência, o epicentro de várias actividades de lazer dos jovens barreirenses. Assim sendo revejo-me, como jovem que sou, na interrogação dos demais no que diz respeito ao espaço “Ilha Bar”. O que aconteceu à “Ilha Bar”, espaço propriedade da Câmara, alvo de concessão privada, e agora em ruinas? Questão pertinente, nos dias que correm, dos jovens da nossa cidade!
Citando a Política de Juventude estabelecida pela programa autárquico do Executivo: “A temática da Juventude tem de ser tratada com os jovens e associada ao meio que os envolve, porque eles são os sujeitos principais de todo o sistema social e do progresso, quer das sociedades actuais, como também das sociedades futuras.”
Querendo seguir esta política será obrigatório notar uma clara despreocupação por parte da autarquia relativamente ao meio envolvente da nossa juventude, por ter deixado ao abandono um espaço que contribuiu num passado recente para integração social, lazer e segurança no Parque Catarina Eufémia.
Remetendo para os dias de hoje, a insegurança e receio ao atravessar um parque desertificado é um problema com que os jovens são confrontados sempre que o sol se põe. Muitos deles são jovens que frequentam o Espaço J, junto ao parque, possuidores de valores e documentos para o estudo a altas horas da noite. Com um parque tremendamente deserto e escuro e com os registos de assaltos e abordagens suspeitas a sucederem-se, os estudantes barreirenses, e não só os estudantes mas todos os jovens, buscam numa alternativa mais morosa a sua segurança.
Para além disso, hoje em dia, os jovens passaram a ter menos um espaço de lazer e convívio, espaço esse que, como foi claramente provado enquanto existiu, era de uma afluência invulgar nos dias que correm. Inevitavelmente surge a interrogação: Para onde iremos agora passar um bom bocado num espaço agradável e socialmente convidativo? Certamente muitos dos jovens tomam a decisão de atravessar o Tejo em direcção à capital, impulsionando assim a óptica que nos assombra há várias gerações de que o Barreiro continua a ser um dormitório de Lisboa e não um concelho que oferece aos jovens ambientes apetecíveis.
Abandonar e ignorar uma zona altamente frequentada por jovens não será certamente uma medida para o progresso da juventude, ao invés conclui-se que se trata da prática de uma política depreciativa à sociedade mais jovem do concelho colocando em causa todo um conjunto de factores que, em consonância com outras áreas importantes para a juventude, contribuiria para uma melhor qualidade de vida.
É tempo de executar com celeridade e brio uma possível solução para o espaço “Ilha Bar”. É urgente voltar a trazer movimento ao centro do parque e proporcionar aos jovens, aquele que a meu ver, foi o local mais agradável e apreciado pela juventude. Em suma, é urgente que se assumam tais responsabilidades em prol das sociedades futuras – nós, os jovens da cidade do Barreiro.
Ricardo Moniz
Militante da JSD Barreiro














