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JORNALISMO COMUNITÁRIO ON-LINEPor José Caria
Montijo

Projectos de jornalismo comunitário on-line estão sujeitos a necessidades mercantilistas para além dos mercados sendo que as comunidades virtuais vêem
invadido espaços da vida cibersocial nem sempre pelos melhores emissores, nem sempre pelas melhores razões, intenções e práticas.

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JORNALISMO COMUNITÁRIO ON-LINE Por José Caria Montijo

Por Jornal Rostos

O jornalismo comunitário on-line e o comportamento do seu público (dos seus públicos, melhor dizendo) levanta variadas questões, abordagens, perguntas imprecisas (algumas ainda sem respostas) quando se reflecte sobre a natureza, objecto, composição e âmbito - bem como sobre o processo evolutivo – do que é um complexo fenómeno mediático .
Desde emissores/receptores descomprometidos com interlocutores, a ferramentas verticalizadas nas indagações que têm sido feitas (e a fazer), à natureza tecnológica do mundo binário/digital (e outros factores),várias são as “nuances” que armadilhando o rigor científico das análises e da avaliação de resultados permitem posicionamentos e práticas distanciados da realidade ampliando a diferença entre mito e realidade.

Projectos de jornalismo comunitário on-line estão sujeitos a necessidades mercantilistas para além dos mercados sendo que as comunidades virtuais vêem
invadido espaços da vida cibersocial nem sempre pelos melhores emissores, nem sempre pelas melhores razões, intenções e práticas.
Há contudo reacções dignas de nota positiva quer por parte de editores, quer por parte de receptores/emissores participantes, quer ainda por parte de “Sponsers”, patrocinadores, Parceiros e/ou Messenas que fazem com que produções jornalísticas comunitárias on-line não sejam cópias de suportes gestores impressos.
Comunidades virtuais têm vindo a assistir ao uso crescente por editores on-line de “links” para os seus URLs.
O fenómeno de convergência de sites que está a acontecer com Páginas jornalísticas, Portais, URLs empresariais e tantos Projectos na Web confina com a apropriação de Listas de Discussão como matéria prima para reportagens.
Quando se operacionaliza instrumentos de busca de Listas, actualiza-se o conjunto da Lista de Assuntos estimulando-se a criação de conjuntos de opiniões
cibernéticas.
Ao operacionalizar instrumentos de busca de listas os editores estão a disponibilizar um diário digital que fortifica o ACESSO às suas páginas graças à resposta comunitária dada por instrumentos socializantes da rede.
A Lista de debates movimentada com muitos receptores/emissores e com bom conteúdo pode contribuir fortemente para o sucesso dum site de jornalismo comunitário on-line.
Comunidades virtuais proliferam na WEB. O seu bom desempenho deve-se também ao cumprimento duma estrutura de navegação do hipertexto desses URLs.
Uma grande “lei” do mundo on-line é o casamento entre DINAMISMO E CONTEÚDO o que nem sempre é conseguido na medida que utentes dos sites de jornais comunitários on-line aspiram e exigem.
Talvez (certezas são difíceis...) haja que, ao construir um PROJECTO de jornalismo comunitário on-line, optimizar o mapa de sites comunitários (correlacionando estruturação híbrida...).É verdade que há que atender á resposta do interesse publicitário mas os sites comunitários interligados podem ajudar muito ao sucesso do Projecto de jornalismo comunitário on-line.
É verdade que há que incluir informação textual, editar video e foto, critério no uso de elementos de composição, como “links” e/ou multimedia, conjugar (ainda...) cultura de página e cultura de dados.
Os conteúdos estão em rede, pulverizados, com produções organizadas em micro-redes: - portais e sites não podem deixar de ter em conta esta realidade.
Tags, Aplicativos, Reputação e Recomendação vão reconstruindo a DINÂMICA DO ACESSO, com agenciamentos e/ou linkagens temporárias.
O “buzz” mudou. Está no Twitter e no Facebook. E a Recomendação vai ganhando força perante e em face do “lead”.
Poderá estar em causa - num Projecto de jornalismo comunitário on-line -a dicotomia entre jornalismo on-line e publicidade on-line de jornais impressos - equívoco editorial que tem vindo a ser atalhado e rectificado no desenvolvimento de aplicativos rastreadores de listas de discussão na NET (WEBLOGS...) que concentram “links” de vários Grupos de Discussão (o M.I.T. criou, por exemplo, o Blogdex que supria noticiários digitais de assuntos).
As páginas jornalísticas, um Projecto de jornalismo comunitário on-line, têm, necessariamente, de ter em conta as Comunidades Virtuais (algumas pelo menos...).
É importante, para qualquer Projecto comunitário de jornalismo on-line, a passagem/transição do ciberleitor para o cibernauta, enquanto, simultaneamente, haverá que ter em conta o cibercidadão (não exactamente o cidadão...).
Visão transdisciplinar, planeamento editorial, linguagens cibernéticas diversas, onde a natureza do Meio de comunicação transgride limites técnicos próprios (e sociais) ora fundindo-se ora confluindo, volatilidade de dados em rede, para além de outras variáveis, e interacções, são componentes imprescindíveis em Projecto comunitário jornalístico on-line.
Os WEBDESIGNERS sabem-no melhor que nós; Por isso ultrapassaram com vantagem modelos lineares replicadores (ou pouco mais...) de jornais impressos.
Por isso, também, editores tiveram cada vez mais a preocupação de modificação da relação visual com os leitores, ciberleitores, cibernautas, na diagramação dos sites.
Interagir com públicos que primam pelo anonimato NÃO É FÁCIL; Fácil não é igualmente detectar as suas necessidades . Daí a necessidade de articulação de várias frentes num Projecto comunitário jornalístico on-line que se quer exitoso.

JOSÉ CARIA

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