Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Comemorar e lutar para dar dignidade à vida das mulheresPor Vanda Figueiredo
Moita

O aprofundamento da pobreza e a exclusão social, de todas as formas de violência incluindo a violência doméstica, da prostituição e do tráfico de pessoas, dos problemas das pessoas imigrantes ou com deficiência, atingem de forma dramática as mulheres, colocando-as numa situação de vulnerabilidade e desigualdade.

4 min de leitura
Comemorar e lutar para dar dignidade à vida das mulheres Por Vanda Figueiredo Moita

Por Jornal Rostos

A afirmação do 8 de Março é fundamental para homenagear as mulheres que, antes de nós, lutaram pelos direitos das mulheres e contra a discriminação bem como para exigir as condições necessárias para uma vida digna.
Em 1910, Clara Zetkin, propôs numa Conferência Internacional de Mulheres a comemoração de um Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, dia de manifestação pela emancipação das operárias e pelo direito ao voto, que viria a ser celebrado pela primeira vez há 100 anos atrás, em 1911
Em Portugal e nos dias de hoje, a população feminina desempregada aumentou 7,1% no último trimestre de 2010 particularmente entre as jovens dos 15 aos 24 anos; os abonos de família foram cortados ou eliminados a 1 milhão e 300 mil crianças e jovens; as mães trabalhadoras encontram cada vez maiores obstáculos no cumprimento dos direitos da maternidade; as pensões foram todas reduzidas mantendo-se as pensões de invalidez e velhice das mulheres mais baixas do que as dos homens.
O aumento dos preços, em resultado da entrada em vigor do Orçamento de Estado para 2011 e da politica que vem sendo praticada no nosso país pelos sucessivos governos do PS, PSD , com ou sem o auxílio do CDS-PP, nomeadamente no pão (12%), na electricidade (3,8%), no gás (23%), nos transportes (nos passes sociais e cerca de 4,5% no global das tarifas), nos combustíveis (17%), nas portagens (entre 2,3% e 2,49%), nas propinas do ensino superior, no vestuário e calçado, nas telecomunicações e nos produtos alimentares, agravam em muito as despesas familiares sobrando para as mulheres a árdua tarefa de gestão do orçamento familiar.
A dificuldade no acesso aos cuidados de saúde, o aumento das taxas moderadoras e dos preços de medicamentos e a alteração ou desaparecimento das comparticipações, são questões fundamentais que atingem as populações.
O aprofundamento da pobreza e a exclusão social, de todas as formas de violência incluindo a violência doméstica, da prostituição e do tráfico de pessoas, dos problemas das pessoas imigrantes ou com deficiência, atingem de forma dramática as mulheres, colocando-as numa situação de vulnerabilidade e desigualdade.
Assim, é dever de todos os democratas saudar todas as mulheres, em Portugal e no Mundo, celebrando o Dia Internacional da Mulher como uma jornada de comemoração, mas também de homenagem à luta pelos direitos das mulheres
É dever de todos os democratas exortar todas as mulheres para que, à semelhança das que há 100 anos sairam às ruas, defendam os seus direitos.
É dever de todos os democratas reclamar e reivindicar do Governo uma mudança de rumo, seguindo políticas que garantam aos homens e mulheres uma vida digna e com qualidade, que assegurem a igualdade e a não discriminação e que contribuam para um país justo e equilibrado.

Infelizmente há algumas pessoas que se dizem democratas e que não se comportam como tal. Escrevo isto a respeito da discussão e do debate de uma Moção da CDU apresentada na Assembleia Municipal da Moita de dia 25 de Fevereiro, que até esteve na base deste artigo de opinião e de um artigo de opinião de um outro membro da Assembleia Municipal. Artigo esse que propõe algumas medidas, mas que falha o alvo (propositadamente) e que não identifica os causadores dos problemas, antes pelo contrário. Artigo de opinião que branqueia o papel do governo e ataca vergonhosamente a Câmara Municipal da Moita, querendo passar a ideia de que o muito trabalho que há a fazer depende do Poder Local Democrático. Não sabemos o porquê deste aligeirar de responsabilidades do governo. Estamos atentos!
Felizmente as mulheres do nosso concelho têm sabido estar ao lado de quem as defende e não vão em cantigas de quem Chora em vão.

Vanda Figueiredo
Membro da Assembleia Municipal da Moita pela CDU

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção