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Quotidianos

Geração à RASCA no Barreiro – Urge REFLECTIR. Urge AGIR.Por Paulo Daniel Ferreira
Barreiro

Falta-nos a meu ver uma politica concreta de incremento do ensino superior na cidade do Barreiro, e, uma direcção económica que nos permita a médio-prazo (nunca é espontâneo uma mudança de paradigma económico e social) dizer de viva voz a investidores (privados e estatais), empresas (sobretudo as high-tech) e mesmo a muita gente que apenas pensa no Barreiro como um dormitório que o Barreiro é a melhor cidade para terem as vossas empresas e acima de tudo a melhor cidade para viverem as vossas vidas.

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Geração à RASCA no Barreiro – Urge REFLECTIR. Urge AGIR. Por Paulo Daniel Ferreira Barreiro

Por Jornal Rostos

Quando abracei o projecto de criar em equipa um novo CDS-PP Barreiro, capaz de gerar uma alternativa credível e concreta às actuais forças políticas concelhias do Barreiro, confesso que umas das minhas grandes preocupações (senão a maior) foi como posso ajudar os jovens (como eu) do Barreiro a terem melhores perspectivas e oportunidades para o seu presente e futuro?

Importa antes prolongar o meu raciocínio, afirmar que ainda assim sou um jovem felizardo no actual panorama laboral do Barreiro. E porquê? Porque trabalho para o maior empregador da cidade, ou seja, a Autarquia do Barreiro e portanto não tenho sobre mim o terrível espectro social e económico que dá pelo nome de Desemprego.
Posto isto, dou a minha humilde opinião sobre como devemos criar um Barreiro de Progresso e de Futuro. Começa a meu ver num primeiro ponto fundamental, ou seja, a especialização. De facto, ainda hoje todos nós que vivemos no Barreiro somos conectados com o operariado, que a esquerda local que tem governado os nossos destinos quer humilde, solidário e contestatário ao grande capital. Pois. Mas que me desculpem e sem querer ferir susceptibilidades digo em voz alta e firme eu não quero ser um operário. Eu quero e sou um jovem (como muitos barreirenses) especializado e qualificado, que apostou fortemente na sua formação e que se sente preparado para ocupar cargos de responsabilidade numa economia e sociedade altamente competitivas como a dos nossos dias.

Como segundo ponto essencial, encontro o actual modelo económico do Barreiro. O Barreiro é hoje sobretudo uma cidade prestadora de serviços (pouco qualificados em termos tecnológicos), com um tecido empresarial composto por microempresas, onde o grande exportador é o barco do Barreiro que leva entre as 06:00 e as 10:00 talvez 80 a 90 por cento do excelente capital humano que a cidade tem. Pergunto-vos, acham que um jovem barreirense que após acabar o seu ensino secundário e que se vê obrigado a ir para uma Universidade Nova de Lisboa ou um ISCTE para obter a sua licenciatura, regressa ao Barreiro após a conclusão da mesma? Pois………………Então o que nos falta? Falta-nos a meu ver uma politica concreta de incremento do ensino superior na cidade do Barreiro, e, uma direcção económica que nos permita a médio-prazo (nunca é espontâneo uma mudança de paradigma económico e social) dizer de viva voz a investidores (privados e estatais), empresas (sobretudo as high-tech) e mesmo a muita gente que apenas pensa no Barreiro como um dormitório que o Barreiro é a melhor cidade para terem as vossas empresas e acima de tudo a melhor cidade para viverem as vossas vidas.

Como terceiro e último ponto (ficaram mais para uma próxima oportunidade) encontro os jovens do Barreiro. Sim, vocês que estão a concluir o vosso ensino secundário ou a vossa licenciatura e que procuram o mercado de trabalho, ou por outro lado, jovens já licenciados e altamente qualificados (agora denominados de geração à rasca) que tal como eu sentem que é esta é a nossa altura, devem subir ao palanque, pegar no microfone e dizer eu estou aqui e estou disposto a assumir as minhas responsabilidades mas também em reivindicar os meus direitos a uma vida melhor fruto do meu trabalho e do meu empenho. Bem sei que a competência e capacidade profissional estão muitas vezes neste país associadas a um cartão de militante partidário, seja ele de esquerda ou de direita, ou a redes de contactos privilegiados que permitem num ápice ascender profissionalmente sem saber muito bem como ali se chegou e apenas na certeza de que um dia cobrarão o favor de ali nos terem colocado. Mas é vital combater esta tendência e cabe-nos a nós fazê-lo. E como? Mostrando o nosso trabalho. A nossa vontade. A nossa crença. Dizendo com firmeza estamos preparados porque somos qualificados e porque queremos construir o nosso presente e o nosso futuro. Bem sei que é uma luta difícil, mas são estas lutas que dão sentido à vida.

Paulo Daniel Ferreira
Presidente da Comissão Politica do CDS-PP Barreiro

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