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Quotidianos

EUROPA , EUROPA !...Por José Caria
Montijo

É urgentemente necessário que seja clarificado que o problema não é da EUROPA , mas da via e forma conservadora europeia de direcção das Instituições e que HÁ OUTRO CAMINHO .
Precisamos de mais Europa ou precisamos de uma Europa melhor ? ? ? ; uma Europa baseada, alicerçada, na solidariedade, em economias sãs e num novo modelo económico.

5 min de leitura
EUROPA , EUROPA !... Por José Caria Montijo

Por Jornal Rostos

Não é a EUROPA que está errada mas a direcção conservadora que está a tomar.
A União Europeia encontra-se num histórico ponto de viragem .Enquanto na Grã-Bretanha se têm discutido os efeitos dos cortes na despesa pública , a resposta da Alemanha e da França à crise económica tem sido a austeridade pan-europeia que criará ” uma nova união” dentro da União .
O efeito na Grã-Bretanha, por exemplo, está reflectido nos receios e temores expressos pelo Partido Trabalhista que , após um periodo de compromisso e envolvimento com o projecto da “EUROPA SOCIAL” se mostra agora em parte do movimento trabalhista e alguns Sindicatos a quererem voltar-se contra a U.E. em vez de contra as políticas erigidas pela maioria conservadora que governa agora todas as suas Instituições.

Se os receios e temores são plenamente justificados ( ou quanto se justificam) torna-se de dificil medida MAS o que é certo é que no “PACTO PARA A COMPETITIVIDADE” franco-alemão ( cujo designer parece ter sido Angela Merkel da Alemanha) muito existe para não deixar descansados todos quantos trabalham por conta de outrem ( e mesmo alguns que trabalham por conta própria).
Com exigência duma coordenação mais apertada da coordenação das politicas económicas na zona euro o “PACTO” propõe uma monitorização mais apertada das politicas nacionais orçamentais e económicas , sanções mais severas nas regras fiscais incluindo reformas constitucionais para reforçar orçamentos nacionais equilibrados( e a equilibrar),
harmonização de Impostos,travão nas dívidas públicas nacionais, subida da idade de Reforma para os 67 anos e indexação de sistemas com ligação dos Salários aos Preços .
Nicolas Sarkozy (Presidente da França) tem esclarecido o que poderá ser o início do “governo económico” pan-europeu , David Cameron (1º.Ministro inglês) parece colocar-se nas linhas laterais , isto enquanto e quando a zona euro se prepara para uma Cimeira especial em Março para discutir “ o PLANO”.
Têm vindo a aumentar os cépticos quanto ao “avanço” da integração na União Europeia,
numa Europa a duas velocidades cujas forças económicas preponderantes (com correspondências políticas) insistem e conseguem continuar a trilhar o caminho conservador.
Quer dentro , quer fora da zona euro, há razões para preocupações .O Pensamento conservador parece comandar e dirigir a prática das Instituições na Europa (Conselho, Parlamento).

Estamos perante uma tentativa para fazer da Alemanha modelo para o resto da Europa tentando e ensaiando mesmo mudanças nas Constituições dos Estados ? ?!!!...
Não estará patente nisto uma certa “arrogância” do “mesmo fato para todos” ??!!!...
Há quem pense que SIM ; Há quem pense que NÃO . Motivos sobejos de preocupações e inquietações existem .
É urgentemente necessário que seja clarificado que o problema não é da EUROPA , mas da via e forma conservadora europeia de direcção das Instituições e que HÁ OUTRO CAMINHO .
Precisamos de mais Europa ou precisamos de uma Europa melhor ? ? ? ; uma Europa baseada, alicerçada, na solidariedade , em economias sãs e num novo modelo económico.

Eleitores na Alemanha já o começaram a dizer à Chanceller Angela Merkel - em recentes eleições regionais a União Democratica Cristã (Partido de Angela Merkel) saiu humilhada.
O Crescimento (com desenvolvimento) não pode( não deve) esperar mais ; A coordenação dos Investimentos económicos aparece como necessária - para que possa ser dito , e compreendido - às Famílias e aos Cidadãos que , com escolhas e decisões certas ,se podem criar novos Empregos e arranjar alternativa à via da austeridade.
Componente crucial para uma estratégia certa parece ser acções em direcção aos Bancos e Mercados Financeiros , designadamente taxando transacções financeiras ( O Imposto Robin Hood) ; Está na altura duma Reforma dos Bancos e do Sector financeiro. A regulação “soft”parece não constituir mais uma opção .

Um Imposto para o Sector financeiro ( há vários modelos ) parece tornar-se necessário.
Isto para financiar pacotes de medidas de Crescimento e desenvolvimento.
A Esquerda perde eleições pela Europa fora . Porquê ? - os esforços de renovação não tiveram a intensidade , e os resultados, necessários ; Os Jovens da Europa (sem generalizações abusivas) vêm Dirigentes de Esquerda na Europa sem inovação,renovação,criatividade,sem novas formas de fazer política : - há um problema de “perfomance” . Mas há também problema político quando não é feito o equilibrio entre Mercado e as Reais Preocupações das Pessoas (empregos, crianças/filhos, educação...).
Temos o desafio de renovar o Sector público ; o Estado( directo, indirecto,autónomo...) tem de continuar a ser capaz de se renovar- desde o nivel municipal ao estatal.
Do ponto de vista do equilibrio de Direitos e Responsabilidades precisamos de reflectir sobre o papel dos Sindicatos no presente momento e em fases posteriores.
Enfim, há quem diga , quanto à U.E. , que precisamos de um novo “momento Delors”.
Mas , o que é realmente importante (mesmo sem Delors) é o que os europeus serão capazes de fazer da Europa - que não é um “fim “ em si mesma , mas um instrumento (e ferramenta) das Nações,Estados e Povos europeus para fazer avançar políticas progressivas no sentido da Paz,Progresso e Desenvolvimento humano .

JOSÉ CARIA

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