ASSOCIATIVISMO, DESENVOLVIMENTO , T.I.C (S)Por JOSÉ CARIA
Montijo
Projectos e dos Bens colectivos e também para o dealbar de novas formas de autonomia e/ou heteronomia social.

Por Jornal Rostos
As Tecnologias de Informação e Comunicação (redes de telecomunicação, correio electrónico,troca electronica de dados,consulta de bancos de dados,teleconferencia assistida ou não,videoconferencia,redes sociais, et cetera) encontram-se indissoluvelmente ligadas ao desenvolvimento do associativismo e do desenvolvimento local integrado considerado este não apenas como crescimento económico mas igualmente como fenómeno de melhoria do quadro de vida, da qualidade de vida, e do reforço da autonomia social , sob as formas económica,politico-administrativa e social .
Na esfera económica estamos a falar de volume de emprego,competitividade e salários,atracção potencial de Empresas ;na esfera politico-administrativa podemos melhorar a gestão e administração locais ,aumentar as capacidades de participação cidadã nos processos politicos locais e aumentar os contributos para os processos
decisionais ; na esfera social podemos desenvolver novas REDES de solidariedade,diminuir o sentimento de isolamento social , inovar redes que escapam às Instituições actuais,aumentar a capacidade de autonomia social a diversos
níveis,em várias áreas, o que se vem a traduzir (na melhor das hipóteses) pelo reforço das identidades local e regional .
As Tecnologias de Informação e Comunicação favorecem o desenvolvimento endógeno e exógeno dos territórios mais periféricos podendo contribuir para a centralização e/ou descentralização dos processos de decisão e gestão dos
Projectos e dos Bens colectivos e também para o dealbar de novas formas de autonomia e/ou heteronomia social.
A variabilidade contextual local , o não municiamento de instrumentos e análises científicas próprias, a complexidade das interacções, aconselham, neste caso,alguma prudência (mas trabalho contínuo) quando se pretendem resultados
definitivos sem colocação,por vezes,de hipóteses diferentes.
Os sub-sistemas de comunicação, de planificação e de acção local estão sujeitos a um conjunto de variáveis que afectam todos e cada um deles ; Considerando o sub-sistema de Comunicação poderíamos nomear , à partida, sete
conhecidas variáveis que vão do conteúdo ( etc...) até à sua infra-estrutura ; Quanto à planificação e acção local tornam-se evidentes,no dia a dia , diversas conhecidas variáveis (bem conhecidas dos Dirigentes autárquicos...).
Sem atribuirmos virtudes deterministas para as T.I.C.(s) - que são dependentes das relações sociais que as precedem (transformando-as) - não podemos deixar de ter em conta que o espaço local ( o território) não é apenas extensão física mas também conjuntos de redes hierarquizadas , de fluxos polarizados e de zonas de influencia , território que é constituitivo de sociedade na e para a qual a comunicação ocupa lugar central ( sobretudo para estratégias de Mudança e Reestruturação).
Daí a utilização das T.I.C.(s) de forma equitativa e transparente para favorecer o desenvolvimento local.Daí a sua consideração como externalidade transversal que catalisa factores de influência tradicional das formas e do grau de desenvolvimento local.Daí a necessidade de transparência dos laços e desafios socio-económicos subjacentes ás estratégias de desenvolvimento das aplicações dessas Tecnologias(com inventários de utilizações, análise de impactos ,avaliação dos prototipos de utilização e propositura de “modelos” de desenvolvimento e de intervenção...).
Somos muitos que temos participado,ao longo de anos,engrossando o capital social, o terceiro sector, no quadro do desenvolvimento local ; A título de um exemplo , no vasto contexto do Voluntariado ( que neste ano de 2011 merece especial atenção),lembremos o Associativismo Popular Confederado das Associações de Cultura,Recreio e Desporto, as Associações Humanitárias de Bombeiros, as Associações de Moradores ; Trata-se dumas das maiores, senão a maior frente social organizada - uma das maiores Redes de Voluntários ( cerca de 29.000 Associações, 435.000 Dirigentes associativos Voluntários,mais de 3 milhões de associados ); Medite-se sobre o trabalho que no quadro das Comunicações/T.I.C.(s) , para melhorar o capital social local no âmbito do desenvolvimento dos territórios (Freguesias,Concelhos,Regiões humanas), se torna ainda NECESSÁRIO E IMPRESCINDÍVEL continuar a desenvolver, nomeada e designadamente sobre Orgãos de Comunicação Social , intraredes associativas,sites e páginas
Web,facebook(s), twitter(s), Skipe(s), ligações a Orgãos de poder Local , à rede de Instituições existentes na Freguesia e/ ou Concelho , et cetera .
Vem a propósito referir os Projectos do C3 do QREN para qualificação deste sector, alguns notórios atrasos das “partes” envolvidas,alguma ausência de sensibilização, iniciativa própria associativa, formação e qualificação - que as duras condições de voluntariado associativo ( crise financeira,económica e social) não justificam totalmente , o mesmo se dizendo das profundas e extensas e rápidas tranformações por que este tipo de voluntariado está passando !.
Bourdieu e Coleman ( 1980/1990) ao referirem o capital social dos territórios falavam, ambos, da interconectividade das relações e das redes sociais para entre conhecimento e entre reconhecimento ; Referiam também a densidade das
interrelações e interacções dentro dos Grupos , e entre eles , como condições fundamentais para a criação e reprodução exitosa do capital social das comunidades locais e regionais.
Outros autores caracterizaram o nível da participação cívica e envolvimento nas/das comunidades referindo as forças centrífugas e as forças centrípetas em correlação dialéctica , mantendo-se identidades próprias, entrecruzando-se influências, com atractividade de individuos,grupos,associações que , doutra forma,mais dificilmente trariam acréscimo positivo ao capital social factor de desenvolvimento social local e regional de que vimos falando !.
Temos , portanto,para quem se interessa por estes assuntos (associativismo,desenvolvimento local,comunicação) diversos níveis, diversos tipos,diversos territórios,diversos actores componentes dum capital social em
interacções diferentes nas suas articulações horizontais e verticais onde as T.I.C.(s) estão a fazer caminho ( acrescentando Valor ao capital social) e os Meios de Comunicação Social ( local,regional) se vão - inexoravelmente - transformando !...
Importantes teem sido , do ponto de vista da integração europeia, os Programas europeus sob a designação LEADER ( I, II,e LEADER +) fundamentalmente para as Associações de Desenvolvimento Local .
Saibamos ter isso em conta na complexa equação de reflectir e agir nas componentes do desenvolvimento humano em cada território, ao caso Freguesias, Concelhos - Comunidades humanas sob designações administrativas !!!...
JOSÉ CARIA














