AFINAL NÃO É ASSIM TÃO MAU! É PIOR!Paula Pereira
Setúbal

Por Jornal Rostos
Depois da apresentação dos sucessivos planos de estabilidade e crescimento (PEC’s), eis que surge pela voz de entidades externas ao nosso país, a maior agressão aos direitos do povo e aos interesses do nosso país.
Este pacto é um inaceitável ultimato político e uma chantagem que levará a uma maior regressão económica e social do nosso país; é uma clara salvaguarda e manutenção dos interesses financeiros; é a prova da submissão do poder político ao poder económico, quando o que se esperava era um combate firme contra quem tem prejudicado em tão larga medida a vida dos portugueses.
Assistimos uma vez mais a um entendimento entre PS, PSD e CDS/PP, a “troika portuguesa” que subscreve um programa eleitoral comum, um PEC revisto, ampliado e agravado, aceitando a ingerência externa de um programa que tinha sido recusado pela maioria na Assembleia da Republica.
Estamos certos que a população portuguesa não aceitará este pacto da Troika que prevê, entre outras coisas:
• Congelamento do salário mínimo nacional
• Diminuição real de todas as pensões e reformas durante 3 anos
• Aumento do IVA nos bens essenciais
• Redução do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses com redução do seu montante;
• Aumento dos preços da energia eléctrica e gás;
• Ataque à contratação colectiva e ao papel dos sindicatos na negociação, facilitando o despedimento,
• Aumento do valor das rendas;
• Privatização de serviços públicos
• Destruição do Serviço Nacional de Saúde
• Entrega de empresas e participações estratégicas ao capital privado e venda de património do Estado.
Não é assim tão mau? É pior! Muito pior!
E face a tamanha ofensiva, a CDU, considera que as eleições de dia 5 de Junho são o momento certo para que os portugueses mostrem a sua indignação perante toda esta situação, até porque serão os deputados eleitos a 5 de Junho que votarão e aprovarão, ou não, este conjunto de medidas lesivas aos interesses do povo e dos trabalhadores.
A situação que se vive não é uma inevitabilidade. Este é o momento certo para pôr fim a este descalabro a que assistimos, para dizer basta! É a oportunidade para assumirmos a ruptura e a mudança para uma política de esquerda e patriótica.
O país precisa de uma política alternativa, orientada para o desenvolvimento e crescimento económico, que recusa a recessão, o desemprego massivo, o aumento das desigualdades e o empobrecimento dos portugueses.
AGORA, CDU!
Paula Pereira
Candidata à Assembleia da Republica, pelo Círculo de Setúbal, pela CDU














