A tradição já não é o que era. E será que o deveria ser?Por Jorge Teixeira
Barreiro

Por Jornal Rostos
No passado fim-de-semana, mais exactamente nos dias 14 e 15 do corrente mês, o CDS-PP, apoiado na estrutura local do Partido, cujo Presidente é o Dr. Paulo Daniel, resolveu desenvolver o que é vulgo de apelidar de “arruada”, por várias Freguesias do Concelho do Barreiro. As arruadas são, de facto, iniciativas de contacto com a população, em geral, ouvindo queixas e propondo soluções, para problemas reais da população.
Neste âmbito, visitámos os Mercados do 1º de Maio, do Lavradio e da Quinta do Conde, bem como, no domingo, a Feira de Coina.
Integraram esta Delegação do CDS-PP o Dr. Nuno Magalhães, 1º Candidato a Deputado à Assembleia da República do CDS-PP pelo Distrito de Setúbal, a Drª. Mariana Ribeiro Ferreira, 3ª Candidata à A.R. e o Eng. Henrique Ferreira, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP; além destas individualidades, participaram na “arruada”, vários elementos das estruturas políticas concelhias do CDS-PP e das “Jotas” – Organizações da Juventude dos militantes do CDS-PP – dos Concelhos do Barreiro, Almada, Seixal, Sesimbra, Santiago do Cacém e Setúbal.
Quem quer que leia este artigo, poderá pensar que, tendo em conta a tradição comunista do Concelho, esta acção ter-se-ia defrontado com um clima de hostilidade mais ou menos aberto, por parte das populações. Nada de mais falso! Muito pelo contrário, ficámos surpreendidos, ou, de todo, talvez não, com o clima de simpatia e interesse generalizados, que acolheu a nossa Delegação. Muitas pessoas tomaram a iniciativa de se dirigir a nós e questionar-nos sobre a ideia que o CDS-PP tem para a resolução dos graves problemas que o País atravessa, nesta fase tão delicada da sua História quase milenar! Essas pessoas que nos abordaram, talvez não tenham preparações
académicas relevantes: elas aboravam-nos com um discurso, que decerto poder-se-ia classificar de simples e directo, mas, nem por isso, menos significativo. As pessoas mostravam-se horrorizadas com um nosso eventual não-pagamento da dívida e consequente exclusão da Zona Euro, medidas defendidas pelo Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda. “E depois, como seria?” – questionavam-nos elas. Pois!
Seria um desastre completo e a hipoteca de décadas de desenvolvimento; o nosso único traço de união com o resto da Europa, seria o factor geográfico: em termos de condições de vida, segurança para os pensionistas e idosos, mais pareceria que Portugal ter-se-ia deslocado de Continente, e agora tinha passado a integrar a América Latina. Aliás, o
actual 1º Ministro, ainda em funções, tem um estilo, que longe de lhe ser peculiar, é uma receita vendida em muitas das Ditadurazecas, que florescem em alguns Países dessa região do Globo. Veja-se, por exemplo, a forma como José Sócrates questionou os membros do Congresso do Partido Socialista sobre a sua eventual legitimidade no cargo de Secretário-Geral. A mim, pareceu-me algo fotocopiado dos discursos de Hugo Chavez ou Fidel Castro aos membros dos seus Partidos.
Jorge Teixeira
Presidente da Assembleia Geral do CDS-PP do Barreiro














