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Quotidianos

BANALIDADES E O PROCESSO ELEITORAL DE 5 DE JUNHOPor Tânia Morais
Setúbal

O caso da semana transacta é Eduardo Catroga, ex-ministro do professor Cavaco Silva. Ou porque ainda não sabia que a cerveja já é taxada a 23%, ou porque em directo cometeu uma gaffe linguística, tem sido presença constante nos comentários proto-políticos num claro sinal de que o Partido Socialista não tem mais que dizer. Já agora, e se for do interesse para este debate, ouvi há umas semanas a eurodeputada socialista Ana Gomes utilizar a expressão "cu de Judas" num conceituado programa da televisão pública.

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BANALIDADES E O PROCESSO ELEITORAL DE 5 DE JUNHO Por Tânia Morais Setúbal

Por Jornal Rostos

Em pré-campanha eleitoral afirmam todos os candidatos que nos encontramos num momento que, tal como todos os anteriores, é decisivo para o futuro nacional. Aguardava-se portanto alguma elevação no debate político, e face à balização dos programas eleitorais decorrente da interferência da troika, uma maior distinção programática em torno dos ideais que separam a os centros esquerdo e direito do espectro partidário português. Curiosamente ou talvez não, as estratégias socialistas continuam a passar pelas tradicionais jogadas palicianas de retórica, tentando demonstrar as contrariedades no programa do PSD, e pelo processo de vitimização do querido líder, que sendo um exemplo de dedicação e rectidão (vejam-se os anos que dedicou à licenciatura em engenharia e a defesa dos interesses ecológicos no processo Freeport) é crucificado, tal Cristo perseguido pelos homens.
O caso da semana transacta é Eduardo Catroga, ex-ministro do professor Cavaco Silva. Ou porque ainda não sabia que a cerveja já é taxada a 23%, ou porque em directo cometeu uma gaffe linguística, tem sido presença constante nos comentários proto-políticos num claro sinal de que o Partido Socialista não tem mais que dizer. Já agora, e se for do interesse para este debate, ouvi há umas semanas a eurodeputada socialista Ana Gomes utilizar a expressão "cu de Judas" num conceituado programa da televisão pública.

GERAÇÕES À RASCA?

Aguardei também com todo o interesse o desenrolar dos acontecimentos em volta do movimento Geração à Rasca. Ao conversar com alguns colegas da faculdade, assisti ao júbilo quando se soube que em Itália e Espanha também se organizaram manifestações dos quinhentoseuristas, desempregados e afins para reivindicar direitos sociais e laborais para os mais jovens. E por aí parece terem ficado. Sejamos francos: salvo honrosas excepções ou funcionalismo público não conheci quem nas décadas de 80 e 90 tivesse iniciado a carreira com contrato de efectividade numa posição hierárquica medianamente aceitável. Recordo-me do caso do Jacques Rodrigues, hoje presidente da Editora Impala, que iniciou a sua ascensão como tarefeiro na gráfica desta empresa. Este movimento perde-se na exigência pelos direitos adquiridos pelos nossos pais, os mesmos que nos impedem hoje de aceder com maior facilidade ao mercado laboral, e num momento em que o desemprego atinge os 700.000 cidadãos e temos a maior taxa de licenciados da Zona Euro, é natural que se pague menos por mais. Considero o movimento meritório, mas esperava mais da minha juventude. E sem pretensiosismos, pois no início de carreira há quem acumule 2 empregos, termine os estudos e já tenha saído da "casinha dos pais", agradeçamos os 150.000 postos de trabalho trazidos pelo Eng. Sócrates e a asfixia fiscal às pequenas e médias empresas, que correspondendo a 92% do tecido empresarial português poderiam empregar muitos mais e apresentar maiores índices de produtividade.

ESTADO SOCIAL

Conhecemos já o programa eleitoral do PSD, que tem vindo a ser escrutinado pela esquerda e catalogado como um horror para as populações. No que concerne à questão social tão premente no nosso Distrito é importante destacar o Plano de Emergência Social, que visa desenvolver uma rede nacional de cooperação entre o Estado, autarquias, IPSS´s, Misericórdias e restante sociedade civil em par da revisão do regime do Rendimento Social de Inserção. Demonstramos pois uma maior consciência social ao compreendermos que a ajuda que todos podemos vir a necessitar um dia é prestada com maior critério e numa lógica de proximidade pelas nossas autarquias, através das juntas de freguesia e associações que há décadas prestam auxílio a quem mais necessita. Para quem se recorda da afronta feita pelo PS às IPSS´s em 2007 esta é uma excelente notícia.
É também importante recordar que é a obra destas, em cada paróquia e associação recreativa que muitas das nossas crianças têm acesso a refeições diárias, espaços de estudo e actividades desportivas, preenchendo lacunas no sistema de ensino nacional. Este é o código genético do PSD: dar mais liberdade de iniciativa à sociedade civil para que, por si e para si, construa um Estado melhor.

Tânia Morais
Vice Presidente Comissão Política Regional Setúbal JSD

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