Passos é popPor Pedro Gonçalves
Moita

Por Jornal Rostos
Vitória, finalmente! Mais de 30 anos depois, a euforia da concretização do sonho de Sá Carneiro saiu à rua e marcou presença no Marquês de Pombal; um governo maioritário, de direita: já não era sem tempo.
As expectativas do CDS ficaram aquém do esperado; foi também com um amargo de boca que o Bloco de Esquerda perdeu metade dos deputados da Assembleia da República. A CDU (como não podia deixar de ser) viu a vitória na continuidade, no equilíbrio, sem grandes variações nos resultados eleitorais face ás legislativas anteriores; ainda assim lamentou profundamente o sucesso da direita. Já o PS despediu-se de Sócrates (esperemos que de vez!), este que afirmou a derrota pessoal de olhos mareados, mas louvando uma “integridade e dignidade” do partido durante os 6 anos de Governo. Será que de facto assim o foi? Muita polémica houve nas questões feitas após o discurso de Sócrates; os jornalistas mais corajosos foram veemente vaiados pelos militantes do PS...Censura? Quem se seguirá a Sócrates parece ser a questão.
Foi, com imenso gosto, que vivenciei o ambiente pós resultado eleitoral. Na noite de dia 5, Pedro Passos Coelho foi pop: marcou definitivamente um ponto de viragem política, social e cultural. Os jovens fizeram-se ouvir no seu apoio a Passos Coelho; a Jota (onde Passos se estreou no plano político) deu mostras do seu empenho e absoluto apoio na consolidação da governação que se adivinha.
Foi, ainda com mais gosto, que verifiquei que Setúbal conseguiu eleger 5 deputados. Tendo em conta o território difícil e fértil em esquerdistas de velha guarda, é de facto um feito histórico. O PSD vai-se afirmando como força política e não me admiro que com o renovar de gerações se mostre mais e mais forte.
No discurso que fez no Marquês, no topo do trio-eléctrico de campanha (haverá algo mais pop?), Passos mostrou-se moderado. Apelou à unidade de todos os portugueses: os tempos são deveras difíceis (já o sabemos) e é preciso mostrar provas de trabalho, resistência, esperança e, acima de tudo, paciência. Um governo maioritário de direita decerto irá mostrar resultados, mas é preciso ter noção que os mostrará a longo prazo; a actual conjectura socio-económica de crise é demasiado difícil para resolução imediata: o sacrifício (mesmo que o mínimo) é necessário.
Ainda assim, os ventos de “mudança” (a hora finalmente chegou) dão novo fôlego a um Portugal unido e trabalhador, bem como inspiram uma juventude que apesar de “à rasca”, pouco rasca mostrou ser, pelo menos no apoio ao novo Primeiro-Ministro.
Termino com uma nota de fé na boa governação e esperança de um excelente trabalho político da coligação CDS-PP/PSD; terei imenso gosto em fazer o possível (pelo menos a nível local), com a minha Jota, na prova de que Portugal tem resolução e que a mudança à direita é o caminho benéfico a seguir. A par e Passo(s) com o sonho de Sá Carneiro.
Pedro Gonçalves
JSD Moita














