Porquê Francisco Assis?Por Pedro Pinto
Barreiro
O Partido Socialista precisa de um líder combativo e inteligente.

Por Jornal Rostos
Contrariamente ao que afirmam muitos comentadores sobre a falta de espaço para o PS fazer oposição, eu considero que o Partido Socialista vai ter nesta legislatura um trabalho muito árduo, senão vejamos:
• Os compromissos assumidos pelo Governo Socialista com a Troika limitarão criticas avulsas e mal fundamentadas ao novo Governo PSD/CDS na prossecução dos objectivos gerais traçados no memorando de entendimento;
• Pedro Passos Coelho em diversas ocasiões já referiu querer ir mais além das medidas impostas e acordadas com a EU e FMI;
• A taxa de desemprego agora preocupante, transformar-se-á num flagelo considerável e que afectará muitas famílias portuguesas, algumas em condições de necessidade verdadeiramente dramáticas;
• O Partido Socialista tem a obrigação de um acompanhamento e vigilância da implementação dessas medidas, de modo a defender dos ataques o estado social, quanto as condições económicas o permitirem e nos limites do estritamente necessário para satisfazer os compromissos assumidos.
Neste contexto o PS na oposição vai precisar de um Secretário-geral capaz de argumentar com o Governo de forma consistente mas pragmática as medidas da governação.
Francisco Assis é um orador hábil, consequente e assertivo, capaz de fazer vencer o ideário do PS, mas ao mesmo tempo, tem o sentido da responsabilidade do que é o melhor para Portugal.
Um dos motivos pelos quais o PS tem vindo a perder eleitores deve-se seguramente ao distanciamento entre o Secretário-geral e os militantes de base. Literalmente isolado por uma blindagem intransponível, perdeu o verdadeiro alcance das consequências de alguns atos da governação. Neste capítulo o futuro Secretário-geral terá que ser capaz de criar roturas, quebrar barreiras e aproximar-se dos eleitores, o que certamente lhe trará constrangimentos e grandes dificuldades internas.
A este respeito recordo a coragem de Francisco Assis, que em funções da distrital do Porto do PS, enfrentou uma das concelhias, dando a cara pelas suas convicções e apresentando-se nos locais, tendo sido sujeito a agressões por militantes que o esperavam já com esse intuito mas nem assim desistiu de fazer o que achou certo.
Francisco Assis é feito da massa daqueles «antes quebrar que torcer», com coragem de promover a mudança, com ideias e valores, capaz de se bater por causas e projetos, defensor intransigente do ideário do socialismo democrático.
O Partido Socialista precisa de um líder combativo e inteligente.
Portugal precisa de um PS com um líder determinado, capaz de traçar objectivos e enfrentar tormentas para os alcançar e não apenas de um navegador à bolina, com uma trajetória moldada pelo sabor das circunstâncias e pelo conformismo.
Por tudo isto, considero que Francisco Assis é nesta altura o melhor candidato a Secretário-geral do Partido Socialista.
Pedro Pinto
Militante do Partido Socialista no Barreiro














