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Quotidianos

Apoio a António José SeguroPor José Bastos
Montijo

Normalmente em política como em tudo na vida é sempre melhor ganhar do que perder, mas quem anda na política por convicções e é militante de um grande partido, a dor da perda das eleições é só na noite em que são conhecidos os resultados, pois as derrotas servem para organizar o partido para futuras vitórias. O poder em democracia é sempre transitório e os partidos são úteis no poder e na oposição.

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Apoio a António José Seguro Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

Em 37 anos de actividade política, como militante do PS, há anos sem qualquer cargo dirigente, mas sempre atento ao que se passa na política, já perdi e ganhei muitas vezes. Sempre que há crise e o PS está no Governo a seguir perdemos as eleições. Foi assim em 1979 e 1980 e também em 1985 e 1987. O FMI esteve cá em 1978 para orientar as contas depois dos primeiros anos da revolução e em 1983 a seguir aos Governos da AD. Foi sempre o PS a pagar a conta por aquilo que os outros fizeram.
A comunicação social diz que o PS sofreu uma pesada derrota nas legislativas 2011. Eu acho que foi uma derrota, mas mesmo assim ficámos com um grupo parlamentar razoável, 74 deputados em 230. Uma grande derrota foi em 1985, que num parlamento com 250 deputados só tínhamos 57. E em 1987 passámos para 65. Pelo círculo de Setúbal tínhamos 3 deputados e agora temos 5.
Normalmente em política como em tudo na vida é sempre melhor ganhar do que perder, mas quem anda na política por convicções e é militante de um grande partido, a dor da perda das eleições é só na noite em que são conhecidos os resultados, pois as derrotas servem para organizar o partido para futuras vitórias. O poder em democracia é sempre transitório e os partidos são úteis no poder e na oposição.
É isso que está a acontecer hoje ao Partido Socialista. Vai fazer uma cura de oposição, melhorar a organização e ouvir os militantes de base para inovar nas ideias, trabalhos que têm mais êxito quando o líder do Partido não está no Governo.
José Sócrates pediu a demissão de líder do PS na noite das eleições e já se apresentaram dois candidatos às eleições directas para líder do Partido, militantes competentes, honestos, com convicções e ambos com provas dadas no Partido, no país e na Europa.
António José Seguro e Francisco Assis, ambos jovens para liderar um Partido, são militantes do PS há muitos anos, militaram os dois na Juventude Socialista e António José Seguro foi líder da JS durante alguns anos.
Por uma questão afectiva e por partilhar das ideias apresentadas por António José Seguro em relação à abertura do Partido à sociedade e à forma como pensa a inovação do Partido e a mobilização das bases, optei por apoiar publicamente este candidato, sem que alguém me pedisse.

José Bastos

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