As Comissões Políticas Concelhias do Partido SocialistaPor José Bastos
Montijo

Por Jornal Rostos
O PS está na oposição, em período de campanha eleitoral interna para eleições do líder, moção de estratégia e dos dirigentes nacionais do Partido.
Na oposição é que existe oportunidade para se discutir aquilo que está mal na estratégia do Partido e aquilo que está bem e que precisa ser melhorado.
Os estatutos do PS atribuem elevadas competências políticas na área dos concelhos às Comissões Políticas Concelhias, órgão de base, eleito de dois em dois anos, por todos os militantes do concelho. O líder do Partido do concelho (presidente da Comissão Política Concelhia), actualmente tem um limite de quatro mandatos seguidos, oito anos.
Todos sabemos quanto é importante este órgão concelhio para o funcionamento do Partido no seu todo a nível nacional e na política do PS a nível concelhio, apesar da sua importância, as comissões políticas não têm qualquer tipo de financiamento definido e para funcionarem estão dependentes das secções de residência. Nos concelhos em que existe só uma secção as coisas funcionam bem. Nos concelhos onde existem mais do que uma secção as coisas não podem funcionar assim tão bem.
Temos que dar o exemplo em tudo o que respeita à organização e às contas do Partido. Se não soubermos governar o Partido também não governamos bem o estado.
As Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia, têm competências muito importantes a desempenhar para o nosso viver colectivo.
É de facto um imenso poder que funciona perto das populações, que se não for executado por pessoas competentes, rigorosas, honestas e dedicadas à causa pública por convicções, pode causar enormes prejuízos à qualidade de vida dos concelhos.
Sempre apelei à participação dos munícipes na vida pública autárquica, porque acho que é aí o espaço em que todos podem participar na política e nas decisões com conhecimento de causa.
Sempre disse e continuo a pensar assim, que uma grande parte da nossa vida e da nossa família é passado no espaço público gerido pelos autarquias e que ele deixa de ser seguro se deixarmos outros tomarem conta dele.
Os autarcas são eleitos de quatro em quatro anos, mas as comissões políticas concelhias dos partidos, precisam de estar permanentemente activas, porque a política exerce-se todos os dias no contraditório das várias opções políticas.
Vem tudo isto a propósito para lhes dizer que os poderes conferidos às comissões políticas concelhias pelos estatutos do PS são enormes e que os presidentes das concelhias que são os líderes do Partido em cada concelho, devem ser pessoas bem conhecidas de todos os munícipes de cada concelho, competentes, com convicções e em quem a população considere estar acima de toda a suspeita sob o ponto de vista ético.
De harmonia com os estatutos do PS quem organiza a lista de candidatos e define as políticas do Partido em cada concelho são as comissões políticas concelhias.
Para mim é impensável que o líder do Partido Socialista em cada concelho não seja uma pessoa conhecida da população e não tenha uma actividade política condizente com o importante lugar político que ocupa.
Hoje, o Partido Socialista tem a maioria em 132 câmaras das 308. Se a nossa responsabilidade e militância aumentar temos possibilidade de atingir mais de 50% dos concelhos em 2013. Há muitos concelhos em que ganhamos nas legislativas e perdemos nas autárquicas. Era bom que os militantes desses concelhos debatessem entre si a razão por que isto acontece.
José Bastos














