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ABERTURA DO PARTIDO SOCIALISTA AOS CIDADÃOS NÃO MILITANTESPor Pedro Pinto
Barreiro

Seguro confunde o potenciar da discussão interna, para o que sugere o «Laboratório de Ideias», com o «arregimentar de votos», controlados pelos pequenos poderes instalados, gerindo estratégias pessoais que se conhecem e se perdoam, mas que inviabilizam muitas vezes que sejam escolhidos os candidatos mais capazes de recolher mais aceitação popular, reconhecidos pelos seus concidadãos com o alargamento da base eleitoral do Partido.

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ABERTURA DO PARTIDO SOCIALISTA AOS CIDADÃOS NÃO MILITANTES Por Pedro Pinto Barreiro

Por Jornal Rostos

Os repetidos aumentos da abstenção nos sucessivos atos eleitorais é um facto que não devemos escamotear.
Este alhear da política de uma boa parte dos nossos concidadãos deve preocupar-nos a todos.
Cumulativamente, ou por isso mesmo, grande parte dos portugueses descrê dos partidos políticos e isso é mau porque a democracia é um sistema político assente em partidos e se estes desaparecem, também a democracia perece.
Francisco de Assis já se apercebeu do perigo que isso representa para a democracia e quer fazer alguma coisa para alargar a base de apoio do Partido Socialista, chamando a participar cidadãos sem filiação partidária e a envolvê-los mais ativamente no exercício de um direito cívico, ajudando a escolher candidatos do PS a determinados cargos públicos.
Pode ser que este processo necessite de ser discutido e aprofundado, ou até que não funcione, mas Assis está atento ao fenómeno e arrisca uma mudança profunda, essencialmente de mentalidades.
Já António José Seguro, percebeu-se no debate transmitido em direto pela SIC Notícias, que não está nada disposto a esta abertura e ignora a redução das bases de apoio dos partidos que levarão ao definhar da democracia.
Seguro confunde o potenciar da discussão interna, para o que sugere o «Laboratório de Ideias», com o «arregimentar de votos», controlados pelos pequenos poderes instalados, gerindo estratégias pessoais que se conhecem e se perdoam, mas que inviabilizam muitas vezes que sejam escolhidos os candidatos mais capazes de recolher mais aceitação popular, reconhecidos pelos seus concidadãos com o alargamento da base eleitoral do Partido.
Não está em causa a ideia de ouvir mais os militantes, é de saudar e incentivar, é desejável e é uma aspiração dos militantes de base.
Francisco Assis, pioneiro em Portugal desta ideia, coerente consigo próprio, tem mais uma vez a coragem de ser incómodo e afrontar poderes instalados.
Mas o que vai mudar na vida do PS com este processo? Vejamos um exemplo: Actualmente o Presidente da Comissão Política Concelhia do PS (PCPCPS) propõe um nome para candidato a Presidente da Câmara Municipal. Se houver outro militante que considere que tem um melhor projecto para o município, pode apresentar-se como alternativa ao apresentado pelo PCPCPS mas como este tem a maioria dos votos na Comissão Política Concelhia (CPC), que é o órgão que aprova estes candidatos, o candidato alternativo não tem muitas possibilidades de ser o escolhido.
Com as «directas» deixa de ser a CPC a escolher o candidato à Câmara Municipal mas passam a ser todos os militantes daquele concelho.
Assis defende esta solução e propõe ainda discutir o alargamento do colégio eleitoral também a cidadãos não militantes mas que reconhecidamente são simpatizantes do PS.

Pedro Pinto
Cabeça de lista de Delegados de apoio à Moção Política de Orientação Nacional “A FORÇA DAS IDEIAS”, cujo primeiro subscritor é Francisco Assis.

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