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Quotidianos

Andamos a ser enganados?Por Luís Pedro Fernandes
Seixal

O poder político dos últimos anos tem esquecido as necessidades básicas dos jovens, enganando-os com as mais diversas situações.
Na escola, a falta de exigência e o grau de facilidade dos exames são fruto do trabalho de um governo que pensa apenas em atingir as tão afamadas estatísticas e não no futuro dos jovens.

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Andamos a ser enganados? Por Luís Pedro Fernandes Seixal

Por Jornal Rostos

Na Grécia Antiga, as crianças, desde muito cedo, eram retiradas ao cuidado das mães e entregues a filósofos que obrigavam os jovens a exercitar o pensamento, de mãos dadas com o dom da oratória e da retórica, para o difícil desempenho do papel de cidadão no exercício da Democracia.
Também hoje o exercício da Democracia é necessário, não tanto como na Atenas de Sócrates, mas como parte activa na vida pública, encontrando problemas e elaborando propostas para fazer do nosso meio um lugar mais fácil de habitar.
O poder político dos últimos anos tem esquecido as necessidades básicas dos jovens, enganando-os com as mais diversas situações.
Na escola, a falta de exigência e o grau de facilidade dos exames são fruto do trabalho de um governo que pensa apenas em atingir as tão afamadas estatísticas e não no futuro dos jovens. Enganam os jovens através de forças partidárias que, em nome da cor política, promovem festas a onde aos jovens é dada a liberdade de um adulto, sabendo, a priori, que a noção certo-errado destes não é a mesma. Leva os jovens a praticar abusos de maior natureza.
Enganam-nos, por fim, com o auxílio de algumas Juventudes, dando mau nome à mesma ao promover acções que condicionam a liberdade individual, pintando murais em paredes privadas ou coisa que o valha. Graças a Deus que existem Juventudes de respeito...
Pois bem, foi me dito por um amigo que os jovens hoje crescem demasiado rápido porque o mundo assim o obriga. Façamos então, jovens adultos conscientes da realidade que os rodeia, e cientes dos direitos e responsabilidades com que nascem. Invistamos na Juventude com garra. Ofereçamos-lhe mais do que computadores e banda larga ou cursos para os enganar. Ofereçamos-lhe conhecimento, porque é disso que têm sede. Façamos mais do que jovens de punho erguido que usam a voz apenas para protestar enquanto se entregam ao prazer efémero do álcool. Façamos jovens empreendedores que dêem a Portugal a notoriedade que agora, mais que nunca, precisa.
A 5 de Junho fechou-se um ciclo. Façamos agora tudo isto, porque nos somos o futuro.

Luís Pedro Fernandes
JSD Seixal

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