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Quotidianos

«O PREÇO DO ABANDONO»Por Tiago Filipe Alves
Barreiro

Como tudo na vida, bom ou mau, sempre chega o dia em que acaba. E também um dia acabou “A Ilha”. E também um dia um espaço atractivo e concorrido, muito e bem frequentado deixou de ter capacidade de atrair os jovens, as pessoas e passou a ser um espaço abandonado, feio, degradado e desagradável, alvo de vandalismo quase desde o dia em que se tornou vazio.

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«O PREÇO DO ABANDONO» Por Tiago Filipe Alves Barreiro

Por Jornal Rostos

Todos os Barreirenses da minha idade viveram, a seu tempo, o parque Catarina Eufémia de uma forma especial. Quando éramos crianças, os baloiços eram a nossa segunda casa, juntamente com as brincadeiras com os cisnes ou as corridas à volta da estátua. Com o passar do tempo, passou a ser o local de passeio com as primeiras namoradas ou um local agradável para ir depois das aulas beber uma coca-cola.
Com o passar do tempo, também a nossa visão e rotina no parque mudou. Com a chegada da segunda metade da nossa adolescência, muitos passamos a frequentar a antiga esplanada do bar que ficava no meio do lago, “A Ilha”, ao final da tarde ou à noite.
Como tudo na vida, bom ou mau, sempre chega o dia em que acaba. E também um dia acabou “A Ilha”. E também um dia um espaço atractivo e concorrido, muito e bem frequentado deixou de ter capacidade de atrair os jovens, as pessoas e passou a ser um espaço abandonado, feio, degradado e desagradável, alvo de vandalismo quase desde o dia em que se tornou vazio.
No entanto, não pretendo questionar ou ir pelo caminho em que interrogaria os responsáveis acerca dos motivos do encerramento. Ou pela razão para que aqueles espaço esteja num deplorável. Todas estas interrogações foram já colocadas pela JSD Barreiro ou pelos Deputados Municipais do PSD à Assembleia Municipal do Barreiro antes de a falta de acção da Câmara Municipal ter levado a que ao aumento da insegurança sentida nesta zona nobre do centro do Barreiro.
É sabido que recentemente ocorreram incidentes naquela zona que resultaram em esfaqueamentos até em plena luz do dia, enquanto brincavam crianças a alguns metros. Há então uma questão que não posso deixar de colocar aos representantes da democracia na
Câmara Municipal do Barreiro. Mais até do que o encerramento de um espaço físico, é inaceitável o ambiente de insegurança que se vive no parque Catarina Eufémia, em resultado do afastamento de quase toda a massa humana que frequentava aquele espaço. Este sentimento de insegurança leva a que a população seja privada de frequentar e disfrutar de um espaço que é de todos.
Até quando é que vamos deixar que um espaço que era central àquela zona seja mais uma zona morta e degradada do Barreiro, potenciando a insegurança de toda a envolvente? Até quando é que a CMB vai continuar a contribuir através da sua inércia para que, ao invés de se tornar mais atractiva, a vida no centro do Barreiro se torne mais insegura e obviamente mais desinteressante para todos?

Tiago Filipe Alves
Militante JSD Barreiro

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