Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Você não é, PulidoPor José Assis
Seixal

Se a coberto dessa liberdade Pulido tem o direito de analisar e criticar o líder da oposição, elevando-o a esse estatuto, já na condição de direitista assumido, exercendo essa liberdade, não deixa de ficar amarrado à sua própria opinião condicionada e tolhida pela sua opção ideológica. Pulido pode falar e dizer. Pode tentar menorizar Seguro mas fica o seu dedo de situacionista na pena que tem na mão.

2 min de leitura
Você não é, Pulido Por José Assis Seixal

Por Jornal Rostos

Num artigo absolutamente ad hominem, Vasco Pulido Valente no PÚBLICO do dia de 16 de Setembro de 2011, proferiu um ataque ao recém eleito secretário geral do PS, António José Seguro, que só se justifica, por um lado ao abrigo da liberdade de expressão, e , por outro, com o receio que os direitistas têm da nova direcção do maior partido da oposição.

Se a coberto dessa liberdade Pulido tem o direito de analisar e criticar o líder da oposição, elevando-o a esse estatuto, já na condição de direitista assumido, exercendo essa liberdade, não deixa de ficar amarrado à sua própria opinião condicionada e tolhida pela sua opção ideológica. Pulido pode falar e dizer. Pode tentar menorizar Seguro mas fica o seu dedo de situacionista na pena que tem na mão.

Tem sido típico da direita situacionista, não directamente, por ora, mas sob o modo de "apoiantes", a desvalorização do papel construtivo que o PS tem mantendo numa altura de crise grave. Não deixa de ser curioso o facto de Pulido invocar os últimos 50 anos como horizonte e limite no tempo para a sua análise negativa ao percurso e acção de Seguro. Expressamente, o cronista, elogia os anos 60 e, desse modo, recua na história e faz recuar o país, não disfarçando um saudosismo que está patente em alguns sectores do pensamento intelectual dos seguidores de um "partido do chá " lusitano.
Chá faltou ao cronista. Ele não é democraticamente polido pois confunde a pessoa com o cargo e o cargo com as suas próprias ( as do cronista) aspirações para um país que não tem só 50 anos.

Umas doses de café numas canecas, porventura, ajudariam a análise. Temos pena.

José Assis

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção