OU HÁ MORALIDADE ………Por Rosário Vaz
Barreiro
Mas em nome de que moral, de que princípio democrático ou legitimidade institucional é possível que se pratiquem tais afrontas ao povo português...

Por Jornal Rostos
Num país onde se corta a torto e a direito na saúde e na educação, se destruiu a agricultura para agora importarmos os bens necessários á nossa subsistência, se permitiu todo o tipo de ingerências no âmbito das pescas, se fomentou a desindustrialização e se caminhou para um nível avassalador de desemprego, onde se remete o investimento público para um plano absolutamente secundário e num panorama de dependência externa, via BCE, EU e FMI, como é possível admitir que, em nome da autonomia regional, se contraiam e escondam dívidas que nos atingem a todos nós, aqueles que pagamos, a tempo e horas, os impostos que nos são exigidos?!
Se é grave o facto em si, não o é menos o desplante com que se tenta justificar a referida dívida dizendo-se até que “este não é um problema só de Portugal, pois asa autonomias espanholas têm o mesmo problema” ou “ “eu andei a esconder isto se não ainda recebia menos dinheiro”!
Na passada 6ªf, o Bloco de esquerda apresentou na Assembleia da República uma proposta de esclarecimento das contas públicas da Madeira, que foi rejeitada pelo PSD e pelo CDS.
O que quer isto dizer?
Desde o governo de Guterres que, relativamente à Madeira, se vem falando de lapsos atrás de lapsos, nas contas.
Mas em nome de que moral, de que princípio democrático ou legitimidade institucional é possível que se pratiquem tais afrontas ao povo português, o mesmo que já nem cinto pode usar porque há sempre quem encontre um espacinho para marcar mais furo?!
Costumo seguir, com simpatia e crédito, o saber popular e, mais uma vez, fazendo jus à sua sabedoria, direi “Ou há moralidade, ou comem todos”!
Rosário Vaz














