UM ALERTA...ONDA DE ASSALTOS NA FREGUESIA DO SAMOUCOPor Miguel Tomás
Alcochete
Urge assim por termo a esta vaga de criminalidade que constitui agora o maior foco de inquietação para residentes e comerciantes, afectando a normal tranquilidade do quotidiano da vila.

Por Jornal Rostos
Ultimamente, têm ocorrido na vila do Samouco, com inusitada frequência, vários assaltos em estabelecimentos comerciais, outros locais privados e residências particulares, os quais vêm constituindo um foco de grande apreensão e põem em alvoroço todos os que aqui vivem e trabalham.
Ocorreu, infelizmente, na passada sexta-feira, dia 16 do corrente mês de Setembro, mais um. Na nossa Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense. Donde foi roubada a máquina de tabaco e algum dinheiro que a mesma continha. Facto que deixou indignados todos os associados e frequentadores daquela “sala de visitas” da nossa terra.
Pela calada da noite, o Samouco tem sido vítima de um conjunto de energúmenos que tudo destrói e vandaliza. O que não sendo habitual, preocupa a nossa comunidade.
Urge assim por termo a esta vaga de criminalidade que constitui agora o maior foco de inquietação para residentes e comerciantes, afectando a normal tranquilidade do quotidiano da vila. Todos questionam quais as melhores soluções para combater este estado de coisas, num tempo em que as dificuldades socioeconómicas e as carências da mais variada índole alastram pela região.
Não se podendo dissociar desta problemática, a JSD/Alcochete lança também, no âmbito da mesma, as seguintes interrogações:
1.Que decisões para terminar ou fazer diminuir drasticamente este sucessivo número de assaltos que tanto abalo trazem ao nosso tecido social;
2.Que medidas para evitar a perturbação que muitos daqueles que, vivendo na periferia da vila, sem residência fixa e permanente, possam eventualmente vir a causar no seio da nossa terra;
3.Que providências tomar para receber muita gente que na vila não vive mas que se desloca quotidianamente ao Samouco (para trabalhar na captura de bivalves, único meio de subsistência para muita gente) e pode ser tentada “a muita coisa”.
O assunto é para as gentes do Samouco demasiado sério.
Assim, para além de avançar com estas pertinentes questões, a JSD/Alcochete pretende fundamentalmente deixar um alerta às autoridades locais para que estas se debrucem atentamente sobre o que se está a passar.
Evidentemente que a GNR deve sentir o “pulsar” da população e desta receber o “feedback” indispensável à melhoria da sua actividade. Mas a Junta de Freguesia do Samouco possui também indubitáveis responsabilidades nesta matéria. Não pode assobiar para o lado e alegar simplesmente que o assunto extravasa o domínio das suas competências. Que tudo cabe à GNR. Acção é o que se deseja por parte da nossa autoridade local que, querendo, muito pode contribuir para ajudar na resolução da situação de insegurança que neste momento se vive.
Vários passos podem ser dados pela Junta de Freguesia do Samouco. Deixamos por isso, aqui, a sugestão. Constitui um primeiro passo, contactar a GNR, reiterando a necessidade de ser desenvolvida uma vigilância dissuasora mais apertada durante a noite, período onde quase tudo acontece, na nossa terra e zonas adjacentes;
Outro passo: Recolher os esclarecimentos necessários junto da protecção civil municipal e informar os cidadãos para que estes se consciencializem da necessidade de, em conjunto ou individualmente, adoptarem medidas de prevenção adequadas (pequenas coisas podem ser feitas e terem a eficácia desejada), protegendo os seus bens e promovendo a sua própria segurança;
Mais outro: Em colaboração com a Câmara Municipal, efectuar as diligências apropriadas junto da GNR com vista à instalação de um posto na nossa freguesia. Dirão alguns, este projecto é inexequível. Não sabemos se é, tente-se e veremos! Pedindo, apresentando motivos, as coisas vão-se construindo.
O que se torna claro é que a inércia que a nossa Junta de Freguesia de Samouco vem dando mostras significa um perigoso alheamento perante uma situação que tem de ser olhada de frente porquanto pode assumir contornos explosivos. A qual tem de ser olhada com determinação e empenho pelos nossos autarcas já que para isso foram eleitos.
Decorrente do que antecede, a JSD/Alcochete mantém, na primeira linha das suas inquietações, uma atenção extrema pela segurança e protecção de pessoas e bens. Nesse sentido, vem, por este meio, face ao panorama que nesta área se observa na vila, deixar aqui um apelo à Junta de Freguesia do Samouco, no sentido de que a nossa autoridade local desenvolva as adequadas acções que estão ao seu alcance (pelo menos as anteriormente anunciadas) e interceda junto de quem tem acrescidas responsabilidades nesta matéria, designadamente junto da GNR mas também da Câmara Municipal, esta em sede de protecção civil, a fim de que o actual estado de insegurança que perpassa pela comunidade se venha alterar substancialmente. Esperemos que a breve trecho...
Por fim, transmitir igualmente uma palavra de solidariedade a todos quantos foram vítimas dos tristes actos de vandalismo e roubo que desejamos jamais se repitam.
Com cordiais saudações sociais-democratas,
Em Samouco, 19 Setembro 2011
O Presidente da JSD/Alcochete
Miguel Tomás














