Os jardins, espaços verdes e arborização da cidade de MontijoPor José Bastos

Por Jornal Rostos
Aldeia Galega era uma Terra predominantemente agrícola até aos princípios do século XX, quando se iniciou o desenvolvimento industrial, comercial e de serviços. Tinha o campo mesmo junto à Vila, por isso o poder político não se preocupava em plantar árvores, nem em construir jardins. À época a Câmara tinha grandes preocupações com o desemprego, o abastecimento público, a pobreza, a higiene pública, as doenças, a fome e a mendicidade.
O Montijo tem poucas árvores centenárias. Só existem cinco palmeiras com mais ou menos cem anos; três na quinta do Saldanha e duas no jardim da Casa Mora. Hoje são espaços públicos, mas foram plantadas por privados.
Foi nos anos trinta do século passado com uma ideia de Carlos Loureiro, então presidente da Câmara, que se iniciou um grande projecto ambiental e urbanístico de construção de um parque municipal e as avenidas de acesso com duas faixas de rodagem e placa central arborizadas que nos sensibilizou a todos para plantar árvores e tratar de todos os espaços da Câmara que não estavam ocupados por construção.
A ideia de Carlos Loureiro foi de uma grande visão estratégica, pois esta obra é de uma extraordinária importância ambiental para a cidade e permitiu de uma forma harmoniosa a ligação da zona velha à zona nova da cidade.
A partir da construção do parque todas as câmaras se interessaram em plantar árvores nas ruas e nas praças da Vila.
Quando foram inaugurados em 1957, o cinema teatro Joaquim de Almeida e o mercado municipal, nos lugares onde funcionavam os antigos mercado e o cinema foram construídos jardins nas traseiras da igreja e na rua Miguel Pais.
No mesmo ano de 1957, foi construído um bonito jardim junto ao mercado na avenida dos Pescadores.
Nos anos sessenta foi alargado o parque municipal, com projecto do professor Caldeira Cabral, o mais famoso arquitecto paisagista do país. Todos os montijenses sentem orgulho que na sua Terra exista este belo parque de um autor tão credenciado.
Nos anos oitenta foram construídos o jardim da Bela Vista (E.N. 5), pequenos jardins na avenida Luís de Camões, na zona da praça da Brasília, na zona do pavilhão gimnodesportivo. Foi também nesta década que foram construídas as zonas verdes do bairro do Esteval e uma nova arborização do bairro da Liberdade.
Foi também na década de oitenta que foram transplantadas as palmeiras para a zona ribeirinha e plantadas as palmeiras do largo e da avenida dos pescadores. A campanha da transplantação das palmeiras com a vinda da televisão e do Diário Popular tocou fortemente a população. Existem, hoje, palmeiras por todo concelho, tanto em espaços públicos, como privados que foram plantadas nessa altura. À época, tal como agora, a Câmara tinha poucos recursos financeiros e este trabalho só foi possível com a oferta das palmeiras por particulares e o trabalho gratuito feito com máquinas de duas empresas do concelho.
A partir de 1998 com a vontade política da Câmara de Maria Amélia Antunes e a competência técnica e o interesse do vereador do pelouro a cidade de Montijo cresceu em zonas verdes e arborização muito mais do que já existia.
Para que os leitores identifiquem melhor os espaços verdes que foram construídos neste período vou identifica-los de Poente para Nascente a partir da estrada para o Samouco: jardim do monte da Quinta do Saldanha (2 ha), zona verde junto à cadeia, nas traseiras do Modelo (1,5 ha), parque verde das piscinas 2,5( ha), jardins do Borralhal (1,5 ha), Cerrado Chaves, casa do ambiente 0,5 (ha), janelas do parque 0,5 (ha), junto à Repsol na circular 0,3 (ha), zona verde do rio até ao Esteval acompanhando a vala de escoamento das águas das chuvas (15 ha).
Nas novas praças; Liberdade, Concórdia e Descobrimentos foram construídas zonas verdes e nas avenidas e ruas novas foi tudo arborizado.
Junto às ciclovias foram construídos espaços relvados e plantadas centenas de árvores, algumas já com bom porte.
As rotundas na circular interna, na estrada de acesso ao Fórum Montijo, na avenida Pedro Nunes e na E.N. 5 junto ao Leclerc foram todas arborizadas e ajardinadas.
Todas as escolas do ensino básico e secundário estão arborizadas. Estas árvores são plantadas no dia mundial da árvore, para sensibilizar os alunos para a importância das árvores na sustentabilidade ambiental.
Na zona velha da cidade foram substituídas muitas árvores por novas e na reconstrução das ruas Serpa Pinto e Miguel Bombarda foram plantadas árvores.
Reconheço que este tem sido um trabalho notável da Câmara que é muito apreciado pela quase totalidade dos munícipes montijenses.
José Bastos














