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É PRECISO DIZER BASTA!Por Joaquim Raminhos
Moita

É chegado o momento de fazer recair a cobrança da dívida sobre os bancos, que nestes últimos anos beneficiaram de isenções fiscais e da proteção dos offshores, pagando menos IRC que qualquer mercearia ou restaurante.

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É PRECISO DIZER BASTA! Por Joaquim Raminhos Moita

Por Jornal Rostos

A crise económica e social que vivemos tem uma gravidade sem precedentes desde o 25 de Abril.
Todos os dias somos confrontados com as notícias do agravamento dos preços, da diminuição nos salários, do número de desempregados sempre a aumentar e do corte nos direitos fundamentais, deixando na miséria o sector do trabalho.
De vez em quando vêm os “especialistas” ao serviço do governo de coligação de direita (PSD/CDS), comandado por Passos Coelho, anunciar a descoberta de mais um “buraco colossal” nas contas. Mas afinal de quem é a culpa de toda esta situação ruinosa? É dos trabalhadores, em especial da função pública, dizem eles em coro.
Mas, o mais curioso de tudo isto, é que os principais culpados, aqueles que acumularam as grandes fortunas ao longo de anos, os bancos que usaram e abusaram dos créditos, que sugaram o dinheiro ao Estado e a todos nós, a esses nada acontece.
A estratégia para fazer passar esta política de direita, de assalto aos nossos bolsos e roubo aos nossos direitos, tem sido muito hábil e sorrateira. Primeiro vieram “convencer-nos” de que “vivemos acima das nossas possibilidades”, complexando-nos com um sentimento de culpa.
Depois veio a mensagem catastrófica, afirmando que “o pior ainda está para vir”, lançando o medo e o terror sobre as pessoas mais fragilizadas.
E finalmente chegaram os apelos de compreensão, os pedidos de colaboração e de contributos para salvar a nação.
Esta tem sido a receita escolhida para passarem todo o “contrabando”, de forma pacífica e anestesiante.
A gravidade desta situação exige, da parte de todos nós, uma resposta enérgica. É preciso vencer o medo, é preciso erguer a nossa voz de indignação, contra este assalto às nossas vidas.
Existe uma alternativa a esta política!
O Bloco de Esquerda vem apresentando um conjunto de soluções para a saída desta crise, que deve ser feita com opções políticas certas e não contra as pessoas.
Em primeiro lugar, é preciso que se dê a conhecer a dívida, para podermos saber qual a sua real dimensão.
Só com uma auditoria à dívida podemos separar a dívida real dos negócios corruptos.
Em segundo lugar, devemos ter presente que o Estado tem meios para reanimar a economia, como por exemplo utilizando os 12 mil milhões do empréstimo da troika, previstos para capitalizar os bancos; que eles sejam utilizados para que a Caixa Geral de Depósitos crie linhas de investimento para o emprego e proporcione a criação de indústrias.
É chegado o momento de fazer recair a cobrança da dívida sobre os bancos, que nestes últimos anos beneficiaram de isenções fiscais e da proteção dos offshores, pagando menos IRC que qualquer mercearia ou restaurante.
O Bloco de Esquerda afirma que quem abriu o buraco nas finanças públicas deve ser chamado agora a devolver o dinheiro que acumulou à custa do povo.
A grande questão continua a ser até quando irão os trabalhadores permitir o avanço deste roubo organizado do seu rendimento e de serviços públicos que são de todos, conquistados com luta e pagos com impostos.
É PRECISO DIZER BASTA DE ROUBOS AOS NOSSOS SALÁRIOS E DIREITOS!
MANIFESTEMOS A NOSSA INDIGNAÇÃO!
Joaquim Raminhos
(Vereador BE – CMMoita)
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