O escaravelho vermelho das palmeiras ataca nos concelhos de Alcochete e MontijoPor José Bastos
Montijo

Por Jornal Rostos
Ao fim de mais de um século a crescerem e embelezarem as zonas junto ao Rio, em Alcochete e Montijo, as palmeiras que ali existem, correm o risco de desaparecer se não existir uma grande preocupação na desinfestação das árvores e de proceder ao seu arranque logo que se veja que a coroa central está destruída. As palmeiras das Barrocas e do Rossio em Alcochete são dos mais belos exemplares que conheço na região.
O escaravelho da palmeira é originário da Ásia e da Oceania. Propagou-se à Espanha em 1993, Itália em 2004 e chegou a Portugal pelo Algarve em 2007.
Como vou todos os anos passar férias ao Alvor, assisti ali à morte de dezenas de palmeiras em 2008/2009, com mais de 25 anos. O escaravelho ataca as mais velhas por serem altas e beneficiarem de um tronco maior para se alimentarem e se reproduzirem.
Existe tratamento preventivo e curativo para esta praga, mas é absolutamente necessário arrancar e queimar as palmeiras que estão mortas ou a morrer e desinfestar as árvores que estão em volta e que não foram atacadas. Mesmo com todos os cuidados há sempre um perda grande de palmeiras.
O escaravelho necessita de três a quatro meses para completar o ciclo de ovo a adulto e alimenta-se sempre da mesma palmeira. Se a palmeira secar totalmente vão à procura de outra para se alimentarem e reproduzirem.
Há meses fui a Setúbal e vi na Avenida Luísa Tody, palmeiras centenárias secas que ao não serem arrancadas, contribuíram para propagar os escaravelhos por outras palmeiras do concelho e da região. Os escaravelhos percorrem cerca de 5 Km até encontrarem outra palmeira para se alojarem e assim vieram em 3 anos do Algarve para a Área Metropolitana de Lisboa.
A Câmara de Montijo já arrancou palmeiras no Alto Estanqueiro e na Atalaia e na cidade também para quem se preocupa com estas questões já nota algumas atacadas.
Penso, no entanto, que este trabalho só resulta se for feito por todas as Câmaras da região e pelos particulares, pois existem por aqui muitos milhares de palmeiras e o escaravelho reproduz-se muito e só se alimenta desta árvore.
José Bastos














