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Quotidianos

«Politics as usual»Pedro Sousa
Seixal

Talvez seja a hora de mudar, hora de começar o dar o nome e a cara por uma ideia, e não pela crítica às ideias dos outros. É verdade que é mais complicado, é verdade que exige mais mas também é verdade que o antigo modelo começa a ficar esgotado. Mais: O antigo modelo já provou não levar, efectivamente, a lado nenhum.

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«Politics as usual» Pedro Sousa Seixal

Por Jornal Rostos

Com Manuela Ferreira Leite, nas Legislativas de 2009, foi introduzido em Portugal um conceito novo na política moderna, um discurso focado na realidade e não nas promessas, à data esse conceito foi denominado de Politica de Verdade. Esta ideia “vanguardista” de que a classe política devia encarar os eleitores com sinceridade e frontalidade foi completamente revolucionária e, como tal, não correu bem. Os Portugueses chamaram o realismo de pessimismo e optaram por comprar ilusões. O futuro mostrou que não foi uma atitude sensata, actualmente com Pedro Passos Coelho voltou a ideia peregrina de “Falar Verdade” ao que parece, agora que a pesada realidade se abateu sobre os País, deixar de vender sonhos é bem visto. O choque da realidade atingiu o País e a classe política começou a mudar.
Mas não chega. Tudo o que gravita em redor daquilo que é topo da política nacional continua a fazer política à antiga. Nos comentadores é ainda constante o debitar de críticas e sátiras fáceis, de críticas ao passado, ao presente e ao futuro. A crítica ao outro, a crítica por si só. Somos um género de nação de “Eça com laptop”.
Mais grave, é a existência desta atitude também nas estruturas de poder local. A critica ao governo central quando a cor não é a mesma, a critica aos que antecederam, a critica a todos que supostamente nos impedem de fazer um bom trabalho. Porque a culpa do estado das coisas é sempre de alguém. Admissão da responsabilidade é ainda uma utopia.
Talvez seja a hora de mudar, hora de começar o dar o nome e a cara por uma ideia, e não pela crítica às ideias dos outros. É verdade que é mais complicado, é verdade que exige mais mas também é verdade que o antigo modelo começa a ficar esgotado. Mais: O antigo modelo já provou não levar, efectivamente, a lado nenhum.
Fica o desafio para uma efectiva mudança de mentalidade: Identificar um problema, debater as hipóteses de outros e no caso de discórdia, apresentar soluções, ou pelo menos, abertamente deixar explicita a sua incapacidade para tal.

Pedro Sousa
Presidente JSD Seixal
Vice-Presidente NESD IST

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