Parabéns Alfredo da SilvaParabéns Barreiro
Por Manuela Rodrigues

Por Jornal Rostos
Nos anos quarenta, o Barreiro tinha-se transformado num importante centro habitacional resultado da existência de duas grandes empresas – a Companhia União Fabril e os Caminhos de Ferro Portugueses. Tornava-se necessária a formação de pessoal preparado para dar resposta a essas entidades.
Assim nasceu, no ano letivo de 1946-1947, tendo sido inaugurada a 12 de janeiro, a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva, em homenagem ao industrial. Foi instalada num velho edifício municipal que existia no Largo Nossa Senhora do Rosário. A toponímia foi mudada para Largo Dr. Caeiro da Mata, nome do Ministro da Educação que criou a escola.
Passado quase um ano já o Jornal do Barreiro salientava a exiguidade das instalações, atendendo ao aumento das inscrições de alunos dos dois sexos, não só do concelho, como dos concelhos vizinhos da Moita e do Seixal. O pedido para as obras foi feito ao Ministério da Educação, pois a Câmara Municipal não tinha capacidade para tanto. O Ministério, que só podia fazer obra em propriedade própria, comprou uma importante área da Quinta Braamcamp e os terrenos da antiga praça de touros que confinavam com a escola.
Finalmente, a 7 de janeiro de 1954 iniciaram-se as obras de construção dos amplos edifícios, feitos pela Junta de Construções para o Ensino Técnico e Secundário e sempre com a aprovação da Câmara do Barreiro. A obra, concluída decorrido um ano, custará ao Estado cerca de dez mil contos, incluindo todo o equipamento escolar.
Seguidamente, iniciaram-se as obras de substituição do primitivo edifício municipal que importará em mais três mil e cem contos.
É já no ano escolar de 1956-1957 que funcionarão as novas instalações. Era urgente, pois se a frequência começou com 320 alunos, no ano escolar de 54/55 estavam inscritos 910. No ano de 62/63 serão já 2600 alunos!
Iniciou-se o ano escolar em outubro de 1956 com alguma solenidade, porém não se considerando como inauguração, pois esta só se realizaria quando a reconstrução do velho edifício municipal estivesse concluída.
A descrição da cerimónia é deveras representativa da época. Na bela entrada principal da Escola, decorada com muitas plantas, alunos e alunas, impecáveis nas suas batas brancas, faziam guarda de honra às entidades oficiais que foram recebidas pelo Diretor e por todo o corpo docente.
Hoje, passados sessenta e cinco anos da criação da nossa escola, todo o corpo educativo continua a ter esperança num ensino que prepare os seus alunos para a vida, mas, sobretudo, que os dignifique pelo conhecimento e pela cultura. Se o conseguir justificará plenamente todos os investimentos, tanto materiais como humanos que nela têm sido aplicados ao longo de todos estes anos.
Manuela Rodrigues
Professora de História - Aposentada














