Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Dia 11 de Fevereiro - a resposta necessáriaPor Vicente Merendas
Setúbal

Uma vez mais a realidade deu razão ao PCP. Infelizmente, neste caso. Com efeito, olhando para a situação actual, seis meses passados sobre a assinatura pelo PS, PSD e o CDS, com os aplausos do Presidente da República, do pacto das troikas, que os comunistas desde logo caracterizaram como um pacto de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao País.

4 min de leitura
Dia 11 de Fevereiro - a resposta necessária Por Vicente Merendas Setúbal

Por Jornal Rostos

A CGTP – Intersindical Nacional realizou o seu XII Congresso, o qual foi um êxito notável dos trabalhadores portugueses, da sua Central Sindical, do movimento sindical unitário.
Um Congresso que se realizou num quadro extremamente grave e penalizador para os trabalhadores e o povo em geral, que estão a ser flagelados por sucessivas medidas de austeridade e por uma brutal ofensiva contra os seus direitos por parte do grande patronato e Governo que o representa.
Por outro lado o Congresso foi alvo de uma poderosa ofensiva ideológica, visando menorizar e desacreditar os sindicatos de classe, os que defendem, de facto, os interesses dos trabalhadores, com o objectivo de criar divisões, desenterrando para tal, preconceitos bafientos do anti-comunismo primário.
Aliás, tão bafientos que esquecem que a CGTP-IN nasceu em 1970, enfrentou com coragem o regime fascista, passando pelos tempos exaltantes da revolução de Abril e pela longa e heróica resistência face à ofensiva contra-revolucionária.
Dias antes da realização do Congresso, uma outra troika constituída pelo patronato/governo/UGT cozinharam um «acordo inadmissível» com consequências dramáticas na vida dos trabalhadores, caso fosse aplicado.
Vejamos: facilitação dos despedimentos e redução das indemnizações; alargamento da precariedade e ataque à contratação colectiva; redução do pagamento de horas extras e do trabalho em dias de descanso; eliminação de quatro feriados e redução dos dias de férias; reposição do banco de horas; horários de trabalho que podem atingir 12 horas por dia e 60 horas por semana; redução do valor e tempo de atribuição do subsídio de desemprego.
Não é motivo de surpresa o facto de a UGT, criação das forças da contra-revolução de Abril, ser parceira de tais parceiros: de facto, foi para isto que ela foi criada e foi por isto que sempre se bateu, em todo o seu tempo de vida. Pelo que, uma vez mais, limitou-se a cumprir a sua tarefa.
Também não surpreende, antes era esperado como coisa natural e inevitável, que os comentadores e analistas de serviço nos media do grande capital, tenham saudado e celebrado o «acordo».
Todavia, do outro lado da barricada, está a força organizada dos trabalhadores, está a firme disposição das massas de, com a luta, dar a este «acordo» a resposta necessária.
Uma vez mais a realidade deu razão ao PCP. Infelizmente, neste caso. Com efeito, olhando para a situação actual, seis meses passados sobre a assinatura pelo PS, PSD e o CDS, com os aplausos do Presidente da República, do pacto das troikas, que os comunistas desde logo caracterizaram como um pacto de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao País.
O que vemos é o rumo do declínio nacional a acentuar-se todos os dias, os direitos e interesses da imensa maioria dos portugueses submetidos a uma brutal devastação.
Não se passa um dia sem que novas medidas, cada uma pior que a anterior, sejam aplicadas ou enunciadas, e todas elas sem excepção, no mesmo sentido, o sentido do desprezo pelos portugueses e por Portugal e da submissão aos interesses do grande capital nacional e internacional.
O PCP não se cansa de repetir, é na luta que está a resposta às brutais medidas do Governo, é na luta que reside o antídoto à política de direita e à sua ofensiva devastadora contra a democracia económica, política e cultural.
Nesse sentido a manifestação nacional de 11 de Fevereiro convocada pela CGTP-IN constitui um ponto alto na luta dos trabalhadores e das populações que cresce, se amplia e se intensifica.
Dia 11 é dia de todos os atingidos pelas malfeitorias da política de direita das troikas saírem à rua a manifestar o protesto, a dar combate e derrotar o pacto de agressão, dar combate e derrotar o «acordo social» e exigir uma mudança de rumo na política e a sua substituição por uma política patriótica e de esquerda, ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

Vicente Merendas
membro do executivo
da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção