Um lugar, e um eventoPor Manuel Norberto Baptista Forte
Moita

Por Jornal Rostos
O dia 25 de Fevereiro marcou entre a Capela de S. Sebastião (Moita) e mim um reencontro, passados que são cerca de uma dúzia de anos. Conheci a Capela e apesar dos meus poucos conhecimentos na matéria e tão sómente fruto de sensibilidade pessoal para estas coisas do património histórico-cultural, e também com a ajuda de quem me acompanhava à altura, apercebi-me, dizia eu, do valioso património nela contido e que o mesmo monumento (segundo me disseram) datava do Séc. XV; na altura a capela estava em adiantado estado de degradação e assim as suas instalações e o seu património, à mercê do saque de um qualquer, o que a continuar seria o delapidar de uma mais uma fatia (valiosa) do património histórico-cultural do Município da Moita, que poderá não ser muito numeroso mas sem dúvida, que é muito rico em qualidade.
Pois bem decorridos que foram os tais quase doze anos, onde a C. M. Moita, e as entidades estatais competentes decidiram e bem meter “mãos à obra”, ontem voltei para ver naquele espaço hoje (felizmente) em fase de continuada conservação, um espectáculo dado pelo Grupo Coral e Musical (infanto-juvenil) da Associação de Moradores da Zona Norte da Baixa da Banheira. Ao longo de quase uma hora fomos pais, avós, tios, e público em geral “deliciados” com um variado reportório tocado e cantado, que foi desde o fado, a música tradicional portuguesa, música de países estrangeiros, estando esses jovens a serem muito bem (quanto a mim) acompanhados e dirigidos pelo Prof. Hélder Munhão que mostrou também ele o seu gosto pela música, pela formação, e pela comunicação, e como a música pode e deve chegar cedo aos mais novos, como uma via (mais) para que nada neste nosso Portugal, que actualmente vive n alguma de abstracção social, “nada se perca e tudo se ganhe”.
Seguidamente faço um pedido à Câmara Municipal da Moita, e mesmo apesar das palavras proferidas pelo seu Vice-Presidente, que é o de nunca como o têm demonstrado ao longo destes anos dentro das possibilidades económicas “hipotecarem” a Cultura, e que a continuem a divulgar nas suas diversas vertentes, e que também continuem a preservação dos espaços que marcaram um tempo, e que servirão para que nas gerações seguintes não percamos o nosso percurso histórico-cultural, que é (reconhecidamente) muito valioso. Nunca será demais, mais sons ao entardecer, ou outras iniciativas de cariz cultural.
Por fim, uma palavra para o meu amigo e companheiro de caminhada por uma sociedade mais justa e igualitária e que actualmente preside à Associação de Moradores da Zona Norte da baixa da Banheira e que é: “ Zé Manuel Fernandes, e companheiros/as, força, porque o futuro está nas nossa mãos, e temos responsabilidades, para com aqueles, que um dia tomarão o nosso lugar”.
Por fim mesmo, uma palavra de apreço para com TODOS aqueles pais, avós, e demais familiares, que gostam de ver os “seus rebentos” bem. Vale sempre a pena tudo aquilo que hoje fizermos em prol do bem, de…quem não pediu para nascer,e para que “Os Putos” aprendam assim em bem, a serem homens e mulheres.
Manuel Norberto Baptista Forte














