Teatro de Ensaio do BarreiroComemorações do 50º Aniversário
Por Graciano Simões
Foram ao todo, ao longo destes anos 30, peças representadas e, possivelmente, outras tantas ensaiadas, que por um motivo ou outro, não chegaram a ver a luz da ribalta.
Por Jornal Rostos
O Teatro de Ensaio do Barreiro (TEB) comemora este ano 50 anos de existência.
Foram 50 anos em constante luta com as adversidades que fomos encontrando pelo caminho sendo a principal o incêndio que destruiu, por completo, o Clube 22 de Novembro.
Este incêndio não destruiu apenas a nossa casa, como todo o nosso património adquirido com muito esforço ao longo de muitos anos. Daí em diante, a nossa vida foi uma verdadeira epopeia de esperança de trabalho e abnegação e, principalmente, de “querer”
É esse querer que nos torna cada dia mais fortes, mais conscientes do trabalho a realizar em prol do teatro de amadores da nossa terra.
Trabalho que começou em 1962 com os ensaios da peça “As Velhacarias de Scapin” de Moliere e com a estreia em fevereiro de 1963.
Foram ao todo, ao longo destes anos 30, peças representadas e, possivelmente, outras tantas ensaiadas, que por um motivo ou outro, não chegaram a ver a luz da ribalta. É assim o teatro de amadores, são condicionantes atrás de condicionantes. Quando pensamos que temos todos os ingredientes necessários para que determinada peça seja iluminada pela luz dos projetores, pelo som das palavras, pelo estímulo dos aplausos, assistimos a sua morte precoce, muitas vezes, tão próxima daquele momento em que a palavra lida é transformada em palavra falada. Mas há que, ter a vontade e a coragem necessária para partir para “outra”, com o mesmo entusiasmo, com a mesma vontade, com a mesma dedicação, como em 1962, com 24 anos e com um amor sem limites por este TEB que haveria de preenchendo da a minha vida.
Até quando? Nâo sei. Hoje estamos aqui para assistirmos Ao “É urgente o Amor” mas eu acrescento: É Urgente ajudarmos o teatro de amadores do Barreiro. Assistam aos nossos espetáculos.
Por último, uma palavra de agradecimento à Câmara Municipal do Barreiro. Sem o seu apoio e compreensão ainda hoje estaríamos a caminhar pelo deserto.
Graciano Simões
Nota - Texto transcrito do programa da peça ««É Uregente o Amor»














