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Quotidianos

PALHAISALGUMAS NOTAS
Por José Caria
Montijo

Em 1833 Palhais era do concelho da Moita; Em 1836 passou de novo para o concelho de Alhos Vedros; Em 1839 foi-lhe anexada a freguesia de Coina e, suprimido o concelho de Alhos Vedros em 1855, Palhais passou para o concelho do
Barreiro.

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PALHAIS ALGUMAS NOTAS Por José Caria Montijo

Por Jornal Rostos

Palhais é uma freguesia do concelho do Barreiro, com 7,10 km² de área e 1.869 habitantes (2011), com uma Densidade populacional de 263,2 hab/km² ; Fez parte do extinto concelho de Lavradio entre 1670 e 1836 , passando para o também extinto concelho de Alhos Vedros entre 1836 e 1855 .
Nos finais do século XV e inícios do século XVI existiu um estaleiro naval, junto ao rio Coina onde se construíam os navios dos Descobrimentos, seguindo depois para Lisboa para se dar os últimos retoques.
Palhais era, no século XVI (1571) habitada por trinta Famílias. Palhais fabricava um pão de trigo, água e sal, o chamado biscoito, que servia de alimento nas viagens marítimas.

Os fornos que fabricavam os biscoitos encontravam-se no Complexo Real de Vale de Zebro que tinha cerca de 27 fornos, e um moinho de maré de oito moendas que moía os cereais para o fabrico dos biscoitos.
O Convento de Palhais (de Frades Franciscanos arrábidos-Convento de Nossa Senhora dos Prazeres) então situado no Termo de Alhos Vedros, entre Pinheiros e Sobreiros, sobre uma pequena elevação debruçada para a Ribeira de Coina foi
fundado em 1542 por Frei Pedro de Alcântara a instâncias do Fidalgo D.Francisco da Gama ( filho de Vasco da Gama ) mas, desde a construção tosca àfalta de condições para os Frades, viria a ser “recusado” para os Frades ali viverem tendo-se transferido para o então novo Convento da Verderena cuja construção seria iniciada em 1591.
Em 1758 Palhais já pertencia ao Lavradio tendo, à altura, “outenta vizinhos “ e compreendia duas Aldeias : Santo António da Charneca e Fornos de Vale de Zebro ;

Em 1758 já havia fabricação de Cal a mato em Palhais ; Serrações de Madeira, Fábricas de Telha e Tijolo existiam em Palhais ; Da Mata da Machada era retirada a madeira para a construção das embarcações , algumas das quais seguiam para Lisboa ( embarcações para os Descobrimentos).
A principal produção era o Vinho em Quintas de gente fidalga ; Milho,Batata, ervilha, fava, hortaliças, olivais e lagares de azeite preenchiam a produção de Palhais.
Tinha Palhais uma Estalagem na margem do esteiro do Tejo; A Quinta da Estalagem era a sua localização.

Em 1833 Palhais era do concelho da Moita; Em 1836 passou de novo para o concelho de Alhos Vedros ; Em 1839 foi-lhe anexada a freguesia de Coina e, suprimido o concelho de Alhos Vedros em 1855, Palhais passou para o concelho do
Barreiro ;
Em 1898 foi-lhe anexada uma Parte do lugar da Telha ; A Superficie total da Freguesia, hoje com 7,10 Km2 de área, chegou a ser de 27,867 Km2 .

Dos Lugares de que Palhais foi sendo feita contavam-se Azinheira Velha, parte da Telha, Vale de Zebro,Coina e Covas de Coina, parte da Penalva, Quinta do Clérigo, parte de Cabeço Verde, Migalha, Fonte do Feto, Pinhal do Duque,Santo
António da Charneca e Vila Chã .
A igreja de Nossa Senhora da Graça é um dos monumentos da freguesia ligado ao descobrimentos, da era manuelina(século XVI), dedicada a N.ª Sra da Graça ;

A Igreja é Monumento Nacional do Concelho do Barreiro classificado em 1922 , Ordem Militar de Santiago fundada por Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, construída pelos habitantes que pertenciam à Ordem Militar de Santiago,de que o arquitecto encarregado foi Afonso Pires.

A Igreja de Nossa Senhora da Graça de Palhais , o Moinho de Maré de Palhais , a Mata da Machada , o Campo Arqueológico da Mata da Machada , o Vale de Zebro ( com Escola de Fuzileiros), o Grupo Recreativo e Desportivo de Palhais e o Centro Popular e Recreativo e Cultural da Quinta do Torrão são monumento, local e Associações bem conhecidos e a conhecer melhor !..
Sendo o orago de Palhais Nossa Senhora da Graça é bom que se saiba que a pequena Igreja de Nossa Senhora da Graça localizada no Largo de Paulo Gama tinha, em 1758, “...quatro altares,(...)duas naves e duas irmandades (...)”.No início do séc. XX estava abandonada ; Em 1911 paramentos e até a pia baptismal foram vendidos em hasta pública ;Em 1916 foi oferecida à Câmara do Barreiro (mediante Renda e Obras de Restauro e adaptação para Escola que nunca foi feita ;

Em 1922 o Pórtico da Igreja (gótico floreado) de palhais (concelho de Barreiro) era classificado como monumento nacional ; Data de 1934 uma exposição da Junta de Freguesia de Palhais sobre o estado de ruina da Igreja. Em 1944 as ruinas da Igreja voltaram à posse do Patriarcado de Lisboa e a restauração chegou em 1959 .

José Caria

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