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Quotidianos

Em 1984, depois de um ano de austeridade, já havia a esperança de que a vida das pessoas ia melhorarPor José Bastos
Montijo

Não são os trabalhadores que vão resolver este grave problema pelo qual não são responsáveis têm que ser as elites políticas e económicas que nós pagamos para desempenharem essa tarefa e até agora não tiveram a mais pequena ideia que nos dei a esperança de em pouco tempo invertermos esta situação.

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Em 1984, depois de um ano de austeridade, já havia a esperança de que a vida das pessoas ia melhorar Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

A crise que vivemos presentemente é muito grave, mais grave do que a 1983/85 e os portugueses não têm a mínima esperança de que a economia cresça e já estão há muito tempo em austeridade. A situação é desesperada para centenas de milhares de pessoas que estão no desemprego e não recebem subsídio.

O diagnóstico está feito:

Temos um desemprego enorme, 1,2 milhões de pessoas, 14,8% e sempre a crescer. O desemprego entre os jovens ultrapassa os 35%. Ninguém encontra trabalho em lado nenhum.
Perderam-se centenas de milhar de empregos na construção civil e obras públicas que não voltam a médio prazo.

Estamos em recessão e o PIB deve reduzir 4% este ano.

O Estado está a receber muito menos impostos e a despesa está a subir.

Não vamos atingir os 4,5% de défice que nos comprometemos com a troika para 2012.

Temos milhares de casas fechadas para venda e milhares de famílias sem casa para morar.

A nossa dívida externa pública e privada supera a da Grécia.

Estamos em número um do clube da bancarrota com mais de 60% de risco. Quando a Grécia chegou ao primeiro lugar tinha 58.8% de risco-

Pagamos salários de miséria e trabalhamos cada vez mais horas.

Não somos competitivos porque a maioria dos nossos empresários são negociantes.

A Revista “Time” diz que Portugal vai ser a próxima Grécia.

Não são os trabalhadores que vão resolver este grave problema pelo qual não são responsáveis têm que ser as elites políticas e económicas que nós pagamos para desempenharem essa tarefa e até agora não tiveram a mais pequena ideia que nos dei a esperança de em pouco tempo invertermos esta situação.
Tudo isto são números, mas, que dizem bem da miséria em que se encontram centenas de milhar de portugueses. E é nestes que temos que pensar em primeiro lugar.

É lamentável que os nossos políticos apanhem os votos aos pobres para andarem com os ricos ao colo.

José Bastos

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