FREGUESIA - ALGUMAS NOTAS SOBRE RECURSOS HUMANOSPor José Caria
Montijo

Por Jornal Rostos
A Freguesia dispõe de um acervo de recursos técnicos,financeiros e humanos para o cumprimento das suas atribuições e das competências dos seus orgãos (Junta e Assembleia);
Todos sendo fundamentais , os recursos humanos são vitais e a compreensão da sua importância é determinante para o nível do desempenho das atribuições da autarquia e competências dos seus orgãos ;
Quando a gestão dos recursos humanos na Freguesia reconhece essa importância então deve assegurar,todos os dias,
1. o total envolvimento das Pessoas nas actividades projetadas e desenvolvidas ,
2. o reconhecimento do trabalho realizado,
3. os ajustamentos (mesmo que empíricos) ao lugar em função do nível de exigências do cargo/função e das capacidades individuais disponíveis(e, por vezes, subaproveitadas quando não desaproveitadas).
A gestão dos recursos humanos - que tem no Presidente da Junta de Freguesia o primeiro e decisivo elo de dinamização e supervisão - é, de certa forma,um processo contingencial que depende, entre outros factores,da situação organizacional dos ambientes interno e externo das políticas (central e local),da tecnologia,da filosofia administrativa e da concepção àcerca da natureza humana, estando condicionada,em última instância, à qualidade e quantidade dos recursos humanos disponíveis.
O processo de gestão dos recursos humanos (ao caso) inclui diversos subsistemas numa perspetiva de integração,afetação e desenvolvimento dos recursos em causa;
Em geral parte-se de uma definição de necessidades para o “recrutamento e selecção” dos Trabalhadores procurando integrá-los no ambiente interno da autarquia e da organização.
Para além do suprimento, descrição e análise de funções, avaliação do desempenho, da compensação, da motivação,da formação, da cultura organizacional da Junta e Freguesia, e do controlo dos recursos humanos está-lhes subjacente um
conjunto de aspetos que chamaremos de psicologia de direção de coletivo de trabalhadores - já que são as Pessoas o mais importante, o capital humano se assim preferirem.
É aqui que, para além de outras condicionantes, carências, insuficiências, debilidades, se revelam, tantas vezes, negatividades na personalidade de dirigentes operacionais(vulgo encarregado/chefe/coordenador...), na psicologia das relações de serviço entre chefe e os subordinados quer na direção, quer na administração, nas premissas ergonómicas para a elevação do rendimento do trabalho, no significado do factor psicológico interrelacional (circuito chefe/subordinados e/ou circuito intrasubordinados) e, até na própria metodologia da aplicação operacional da
administração dos recursos humanos em Freguesia.
Na direção operacional-prática da governação, administração e gestão de recursos humanos em Freguesia coloca-se, desde logo, a opção ideológico-política face ao “capital humano” utilizado/comparticipado : - uma boa direção operacional-prática dos Trabalhadores deve basear-se na necessidade de conjugar organicamente os objectivos sociais, coletivos e pessoais; o êxito do “trabalho de campo “depende do interesse pessoal de cada trabalhador na solução das tarefas concretas do dia a dia, de incentivos materiais e morais que estimulam as pessoas para o trabalho
activo,de diversas formas de emulação/ajuda mútua;
Trabalhores subaproveitados, alguns desaproveitados,face a capacidades individuais disponíveis para o trabalho na causa maior da Freguesia, não são paradigma de boa operacionalização prática de sãos e justos Valores,Princípios e regras.
A persuasão, a educação prática, os estados de espirito e o clima moral e psicológico, a contribuição para o aumento qualitativo de diversos niveis de consciência são factores imprescíndiveis, imperetríveis na governação, administração, gestão e operacionalização (sobretudo aqui) dos recursos humanos em Freguesia ;
Não raras vezes observamos ausentes, completamente ignorados, ou substituidos Princípios e Valores de Abril por práticas/conceitos contraditórios e ou mesmo antagónicos se comparados nos níveis governação e administração face aos niveis gestão e operacionalização práticas no quadro da prévia opção ideológica para gestão dos recursos em causa.
O actual ambiente de crise financeira,económica,social e laboral (2012) não pode justificar o injustificável e, por vezes, o até inadmissível, sob pena de os Princípio,Valores e Regras proclamados por eleitos pelo Povo se verem
fustigados, maltratados, tergiversados, na operacionalização prática do dia a dia da gestão prática corrente de recursos humanos.
È que aplicar, à gestão de recursos humanos (sobretudo na operacionalização prática corrente do dia a dia...), Taylor, Gilbreth, Fayol, Koontz, Dale, Dalton , Whyte, ou outras teorias(que não chegam a sê-lo) não é, sem dúvida, o melhor caminho para quem diz afirmar-se pela libertação dos trabalhadores ;
Sob pena de todos se lembrarem de S.Tomás (sem ofensa ao Santo...).
Ao tema voltaremos .
José Caria
(*)ex-vereador,ex-Presidente de câmara,Deputado municipal há 12 anos














