Debates para quê?Por Pedro Pinto
Barreiro

Por Jornal Rostos
Eduardo Cabrita candidato a presidente da federação de Setúbal do PS tem procurado repetidamente que se realizem debates entre ele e a outra candidata ao mesmo órgão, para esclarecimento dos militantes, tendo levado até ao momento negas sucessivas.
Realmente a outra candidata tem razão. Debates para quê? Para esclarecer o quê? Não há militantes com qualquer dúvida ou questão. No distrito de Setúbal todos conhecem o percurso de Eduardo Cabrita. Sabem que este conhece bem todos os concelhos do distrito, fruto dos estudos que efetuou, tanto quando se envolveu no processo da regionalização como quando como secretário de estado teve a responsabilidade dos contactos com as autarquias de todo o país.
O Eduardo Cabrita esteve dentro do governo do José Sócrates a pugnar pelo desenvolvimento de todo o distrito de Setúbal. As ideias de empreendimentos como a terceira travessia do Tejo, o arco ribeirinho sul, a linha de caminho-de-ferro de alta velocidade ou a ampliação do porto de Sines surgiram porque Eduardo Cabrita se empenhou na sua defesa, juntamente com outros camaradas, além de uma «forcinha» para o aeroporto vir para Alcochete.
Eduardo Cabrita tem ideias muito claras sobre o que faz falta para o desenvolvimento e crescimento económico de todo o distrito de Setúbal, atualmente tão fustigado pelos desemprego e pela falência das empresas.
Goste-se dele ou não, discorde-se dele em muitas coisas, se a escolha for racional, a conclusão é que o Eduardo Cabrita está melhor preparado para o desempenho da função a que é candidato e quanto à sua visibilidade pelas forças vivas do distrito de Setúbal, não há comparação.
Debater significa esgrimir argumentos, ter ideias concretas, saber o que faz falta e não só dominar o jargão do politicamente correto e das generalidades. Ora o que há para contrapor aos argumentos de Eduardo Cabrita?
Em todo o caso, acho que o Eduardo tem ainda uma visão poética da política, não obstante a sua vivência dentro deste meio. É que ele acredita que há militantes indecisos entre as duas propostas que se apresentam a eleições, pessoas que genuinamente gostariam de ver respondidas algumas das questões que os afligem no dia-a-dia. Acontece que o combate que agora se trava, não se disputa ao nível das ideias e das soluções propostas. Antes serve para pôr ao serviço de ódios mesquinhos e vinganças antigas aqueles sobre quem se tem ascendente. E os últimos não têm dúvidas. Seguem o pastor.
Está tudo esclarecido. Realmente não há necessidade de debates. Debates? O quê há para clarificar?
06.Jun.2012
Pedro Pinto
Militante do PS Barreiro














