Sejamos clarosPor Paulo Lopes
Setúbal

Por Jornal Rostos
Quando, no último Congresso Federativo, defendi, como estarão alguns recordados, a necessidade de se proceder a um grande esforço de discussão de ideias para, desse modo, podermos todos colaborar no esforço de adaptar o Partido à realidade que, ainda bem, se modifica todos os dias, tinha a consciência da importância desse processo para continuar a manter a confiança do Povo na capacidade do nosso Partido em liderar as respostas do País às condições duras que a realidade que não controlamos nos impõe.
Um Partido que queira responder às grandes preocupações dos cidadãos, que queira ser determinante como elemento de mudança e de resposta aos anseios do Povo, tem, por obrigação, nunca deixar “morrer” a discussão dos problemas que nos afectam bem como tem o dever de, permanentemente, procurar respostas e soluções para esses anseios.
Durante o tempo de vigência da anterior Federação, por muito que me custe dizê-lo, a discussão, o diálogo entre militantes, a criatividade, foi tudo muito esquecido.Aqueles que tinham por obrigação, por mandato dos militantes, promover, incentivar, mobilizar para essa discussão, esqueceram-se!
É por isso, aliás, que defendi a necessidade da criação dum amplo consenso entre todos aqueles para quem a “ausência” da última Federação é algo que merece a crítica e a constituição de um processo alternativo que recentre o Partido naquilo que é fundamental.
Decidi mesmo abdicar da minha candidatura e apoiar a Madalena Alves Pereira.
Estou neste momento com ela, de “alma e coração”, porque sei que a discussão de ideias, de problemas, o encontrar de soluções, a mobilização de todos para este enorme esforço que o País inteiro e o nosso distrito em particular espera de nós, lhe merece toda a atenção, todo o esforço, todo o seu empenhamento.
Temos que saber dar respostas aos problemas que afetam o País sob pena do País se “esquecer” de nós.
Aqueles que, durante anos, entretidos nos lugares de “representação” que foram ocupando em nome do Partido e que se esqueceram dos militantes serão, mesmo assim, bem-vindos ao processo de “criatividade” que queremos implementar. Que ninguém fique de fora! Porque queremos e devemos refazer a unidade de todos os militantes para que possamos recuperar a confiança maioritária do Povo.
Mas não aceitamos de forma nenhuma que, quem nunca quis discutir, quem sempre “achou que sabia tudo” e via os militantes apenas como “exército” para ganhar eleições, venha agora “exigir” os debates que nunca fez, as discussões de ideias que nunca quis ter, como forma de limitar essa discussão a meia dúzia de pessoas durante o período curto duma campanha eleitoral, criando a ilusão da discussão sem nunca discutir realmente coisa nenhuma.
O País exige de nós muito mais que “imagens”, exige mesmo soluções. Nós queremos, se os militantes nos derem a sua confiança, enveredar decididamente por esse caminho. Discutiremos tudo! Mobilizaremos todos! Temos essa obrigação e é esse o nosso principal compromisso! Não queiram, por favor, reduzir tudo a “faz de conta”, a conversas circunstanciais de uma campanha eleitoral!
O País, o Povo, espera de nós muito mais que espetáculo.O Povo exige de nós muito esforço, muito trabalho. Exige que sejamos capazes de recuperar a esperança perdida! E é isso que, todos em conjunto, iremos, com certeza ser capazes de fazer, para ganhar o Futuro!
Paulo Lopes,
Militante do Partido Socialista














