A Ponte Vasco da Gama e a crise têm mudado a vida no MontijoPor José Bastos

Por Jornal Rostos
A Ponte Vasco da Gama, ligando o nosso concelho à capital, tem vindo a mudar a vida no nosso concelho. Parece que foi ontem, mas já passaram 14 anos, desde a sua inauguração, tempo suficiente para se fazer uma avaliação ao que já mudou e continua a mudar todos os dias.
A cidade cresceu para Nascente, com boas acessibilidades e um urbanismo de qualidade, onde residem milhares de pessoas a maioria jovens que vieram de outros locais residir para Montijo.
Foi construído um centro comercial de excelente qualidade, o Fórum Montijo, um equipamento comercial do melhor que existe no país.
A população residente de 2001 para 2011, cresceu 37%, isto é a população do concelho passou de 39.000 para 52.000 habitantes.
Recuperámos todo o nosso património cultural edificado, criámos novas zonas verdes em toda a cidade, com dezenas de hectares. Organizámos o trânsito e criámos centenas de lugares de estacionamento no casco velho da cidade,
Requalificámos a zona ribeirinha e construímos uma represa de água, para limpar o cais e para servir de bacia de retenção das águas das chuvas, para evitar as cheias.
Completámos todas as infra-estruturas básicas, incluindo o tratamento dos esgotos e o abastecimento de água em quantidade e qualidade a toda a população.
Construímos escolas para toda a população desde o pré-escolar ao 3º ciclo e uma escola profissional. Já tínhamos duas escolas secundárias que são suficientes.
Temos hoje uma cidade de excelência.
Tudo isto só foi possível com competência, honestidade e uma grande vontade política na defesa da causa pública.
Entretanto, como “não há bela sem senão”, muitas fábricas e estabelecimentos comerciais que contribuíram para o progresso da nossa Terra no século passado, foram encerrando as suas portas, devido à crise e também ao facto dos herdeiros dos antigos empresários não terem vocação empresarial
Chegados a este ponto, a nossa comunidade, tem que pensar aquilo que quer para o concelho no futuro em termos económicos e sociais.
Nos últimos anos instalaram-se no nosso concelho várias empresas nacionais e estrangeiras que criaram centenas de postos de trabalho, mas a maior parte do aumento da população, são pessoas que trabalham noutros locais e residem aqui.
Para a nossa comunidade continuar a ter vida própria e ser inter-classista é absolutamente necessário que as pessoas participem na nossa vida colectiva e pensem nestes assuntos. O Montijo será no futuro aquilo que as suas forças vivas quiserem.
Por mim lutarei sempre para que o Montijo seja uma Terra interclassista. Fomos sempre uma comunidade empreendedora e disposta a assumir riscos. Existem aqui muitas pessoas disponíveis para investir, mas para isso é necessário que sejam criadas condições e uma estratégia a médio prazo para a economia do concelho.
Os partidos políticos só terão sucesso no nosso concelho se se abrirem às populações para discutirem estes assuntos.
A nossa história centenária, aponta para a criação de micro, pequenas e médias empresas, com vocação para produzir para o mercado nacional e para exportação.
É um tecido empresarial que emprega muitas pessoas directa e indirectamente, favorece as profissões liberais: advogados, médicos, veterinários, enfermeiros, técnicos de contas, técnicos de informática, agentes de viagens, agentes de seguros, oficinas, consultores, etc.
Se queremos um concelho seguro, interclassita, com trabalho para todos e com uma excelente qualidade de vida temos todos que trabalhar para isso. Eu por mim estou sempre disponível para discutir política pela positiva sobre tudo o que diga respeito ao que passa na nossa Terra,.
José Bastos














